PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Golpistas que enganavam bancos com e-mails falsos são condenados em MG

Siga no

Segundo as investigações da Operação Fake Mail, o grupo criava endereços de e-mail com aparência institucional e enviava ofícios falsos a agências bancárias (IMAGEM ILUSTRATIVA/Arquivo EBC)

Compartilhar matéria

A Justiça Federal condenou seis pessoas envolvidas em um esquema de fraudes eletrônicas que desviou recursos da Caixa Econômica Federal por meio de e-mails falsos. A decisão atende a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que apontou a atuação de uma associação criminosa especializada em enganar gerentes bancários com documentos falsificados e comunicações que simulavam pedidos oficiais.

Como funcionava o golpe

Segundo as investigações da Operação Fake Mail, o grupo criava endereços de e-mail com aparência institucional e enviava ofícios falsos a agências bancárias. Nos documentos, os criminosos solicitavam transferências urgentes para contas de terceiros, geralmente laranjas, usando nomes de entidades e órgãos públicos para dar credibilidade à fraude.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Um dos casos comprovados ocorreu em fevereiro de 2023, quando o grupo se passou por uma entidade ligada à Polícia Federal em Minas Gerais e conseguiu desviar R$ 18,3 mil após induzir um gerente ao erro.

Estratégia incluía pulverização’ de dinheiro

Após o recebimento dos valores, o grupo utilizava uma técnica de dispersão financeira para dificultar o rastreamento. O dinheiro era dividido em várias transferências menores entre diferentes contas. Em alguns casos, os criminosos realizavam operações simbólicas, como envios de R$ 0,01, para testar se as contas estavam ativas.

Material fraudulento e tutoriais

Durante as investigações, a Polícia Federal encontrou, em dispositivos eletrônicos dos envolvidos, um acervo de documentos públicos utilizados para dar aparência de legitimidade aos golpes.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Também foram identificados conteúdos com orientações sobre como aplicar fraudes bancárias.

Condenações e penas

O mentor do esquema foi condenado a 7 anos e 3 meses de prisão, após a Justiça reconhecer o planejamento estruturado e a gravidade da conduta.

Os demais envolvidos receberam penas entre 6 e 8 anos de reclusão, em sua maioria em regime semiaberto.

Além das penas, a Justiça determinou a devolução integral dos valores desviados à Caixa Econômica Federal.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Crime foi classificado como estelionato eletrônico

De acordo com a sentença, o caso configura estelionato eletrônico qualificado, com uso de ferramentas digitais para enganar terceiros e causar prejuízo a uma empresa pública.

Compartilhar matéria

Siga no

Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Minas Gerais

Supermercados de Minas crescem em 2025, ampliam empregos e projetam novo avanço em 2026

Turismo em MG terá crédito facilitado e pausa nas dívidas por 6 meses; entenda

Comprou chopeira pela internet e não recebeu? Golpe vira alvo de autoridades em MG

PF faz operação contra abuso infantil em Minas

Leilão do corredor Minas-Rio atrasa e deve ocorrer só em agosto

Fiemg: 68% das indústrias de MG investiram em 2025 focadas em eficiência

Últimas notícias

Prazo para pedir devolução de descontos do INSS termina nesta sexta

Chuva acima da média eleva risco geológico em BH; veja áreas em alerta

‘O Homem Imortal’: filme de Peaky Blinders estreia na Netflix e marca despedida de Thomas Shelby

Invencível: temporada 4 estreia com status de melhor série de herói; confira

Comentário de Trump sobre Pearl Harbor marca encontro com premiê do Japão

Caminhoneiros avançam em negociação do piso e marcam reunião com governo

BH amanhece debaixo de chuva; Grande BH tem alerta e temporais podem atingir mais de 500 cidades de MG

Receita antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download

Em meio a crise energética e sem palanque em Minas Gerais, Lula volta hoje ao estado