A patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, expirou nesta sexta-feira (20) no Brasil. A mudança abre caminho para a entrada de novas versões do remédio, o que pode reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento nos próximos meses.
Queda da patente pode baratear medicamentos
Com o fim da exclusividade, outras empresas passam a poder desenvolver produtos com o mesmo princípio ativo. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), já existem ao menos oito pedidos em análise para novos medicamentos à base de semaglutida.
Nem todo remédio será genérico
Diferentemente de medicamentos tradicionais, a semaglutida é classificada como biológico.
Por isso, não há versão genérica direta. Os novos produtos devem ser:
- biossimilares (produzidos por via biológica)
- ou análogos sintéticos
Anvisa ainda avalia segurança dos novos produtos
A agência destaca que a análise desses medicamentos é mais complexa e exige critérios rigorosos.
Entre os pontos avaliados estão risco de reações imunológicas, presença de impurezas, formação de agregados e garantia de esterilidade.
Desafio técnico é global
Até o momento, nenhuma grande agência reguladora internacional aprovou versões sintéticas da semaglutida. Segundo a Anvisa, esses produtos exigem avaliação híbrida, combinando critérios de medicamentos biológicos e sintéticos.
Justiça já havia barrado prorrogação da patente
Em janeiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido da farmacêutica Novo Nordisk para estender a validade das patentes. Com isso, foi mantido o prazo legal de 20 anos, encerrado agora em março.
