No primeiro dia como governador de Minas Gerais, Mateus Simões afirmou nesta segunda-feira (23/3) que o pagamento do aumento para servidores estaduais depende da aprovação da Assembleia Legislativa. Segundo ele, o governo já tem recursos disponíveis, mas o prazo para votação pode impactar o calendário de repasse.
Pagamento depende da votação na ALMG
Simões explicou que o Estado está preparado para efetuar o pagamento, mas a demora na tramitação do projeto pode dificultar a inclusão do reajuste já na próxima folha.
“Nós temos o dinheiro para fazer o pagamento assim que a Assembleia der aprovação. […] Quanto mais demora, mais difícil é eu fazer o primeiro pagamento”, afirmou.
Damião não compareceu à cerimônia de troca de governo, realizada nesse domingo (22/03), em Belo Horizonte.
De acordo com o governador, caso a votação não ocorra a tempo, o governo pode precisar dividir o pagamento em duas etapas.
Prazo legal pressiona governo
O governador destacou que a proposta precisa ser aprovada até o dia 3 de abril. Isso porque o reajuste previsto é superior à inflação, o que exige cumprimento de regras eleitorais.
“O aumento que está sendo dado é superior à inflação e a lei diz que […] tem que ser antes do período pré-eleitoral”, disse.
Segundo Simões, a equipe econômica já está em regime de prontidão para viabilizar o pagamento assim que houver autorização legislativa.
Governo em modo de espera
O Executivo estadual mantém a folha de pagamento em stand-by enquanto aguarda a votação. A intenção, segundo Simões, é liberar uma folha extra já no início do próximo mês, caso o projeto seja aprovado dentro do prazo.
Transição de governo em Minas
As declarações foram dadas um dia após Simões assumir oficialmente o comando do Estado. No domingo (22), Romeu Zema transmitiu o cargo ao vice, em rito de Estado.
Zema deixou o governo e cumpre agendas como pré-candidato à Presidência da República.
