O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27/3), após mais de duas semanas internado no Hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de broncopneumonia. Bolsonaro chegou em casa com uma tornozeleira eletrônica e um colete à prova de balas.
Durante o período de internação, Bolsonaro chegou a permanecer por mais de uma semana na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio e episódios de calafrios. O quadro clínico exigiu monitoramento intensivo da equipe médica.
O ex-presidente foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um episódio de broncoaspiração. No boletim dessa quinta-feira (26/3, os médicos informaram que ele já não apresentava sinais de infecção aguda e demonstrava boa evolução clínica.
Bolsonaro permaneceu sob vigilância médica nas últimas 24 horas antes da liberação, com a alta hospitalar confirmada para esta sexta-feira.
O acompanhamento foi conduzido por uma equipe multidisciplinar, incluindo os médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Wallace Padilha e Allisson Barcelos Borges.
Prisão domiciliar
Agora, Bolsonaro deverá cumprir prisão domiciliar temporária, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A medida, autorizada na última terça-feira (24/3), tem caráter humanitário e atende a um pedido da defesa com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente ficará inicialmente 90 dias em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Após esse período, a manutenção da medida será reavaliada pelo ministro, que poderá solicitar nova perícia médica. A decisão também prevê reforço na segurança da residência, com atuação de agentes da Polícia Militar.
