A Grécia anunciou que vai proibir o acesso às redes sociais para menores de 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida foi confirmada pelo primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis e ainda será votada pelo Parlamento nos próximos meses. Segundo o governo, a proposta busca reduzir os impactos do uso excessivo de plataformas digitais no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Restrição direta ao acesso
Pela nova regra, menores de 15 anos não poderão acessar redes sociais, independentemente de autorização dos responsáveis. “A decisão é difícil, mas necessária”, afirmou Mitsotakis, ao defender a medida como resposta ao avanço do uso intensivo de telas entre jovens.
Pressão para regra global
A Grécia pretende levar o tema para discussão na União Europeia, com o objetivo de estimular a criação de uma política comum entre os países do bloco.
O movimento acompanha uma tendência internacional de endurecimento das regras sobre o uso de redes sociais por menores.
Países já adotam medidas semelhantes
A proposta grega se soma a iniciativas recentes em outros países:
- A Austrália aprovou lei que exige idade mínima de 16 anos e obriga plataformas a remover contas irregulares
- A França também adotou limite de 16 anos
- Espanha e Dinamarca avançam em legislações semelhantes
- Em Portugal, o acesso entre 13 e 16 anos depende de consentimento dos pais
Plataformas como Meta (Facebook e Instagram), TikTok e Snap já enfrentam pressão para implementar sistemas mais rigorosos de verificação de idade.
Justificativa: saúde e desenvolvimento
O governo grego sustenta a decisão com base em estudos que apontam impactos negativos do uso prolongado de redes sociais.
“A ciência é clara: quando uma criança passa horas diante das telas, o cérebro não descansa”, afirmou o premiê.
Apesar da restrição, Mitsotakis afirmou que a medida não substitui o papel das famílias no acompanhamento do uso da tecnologia.
O que muda na prática
Se aprovada, a lei vai obrigar plataformas a implementar mecanismos para impedir o acesso de menores de 15 anos, sob risco de sanções financeiras. A expectativa é que a regra pressione empresas e outros países a adotarem padrões mais rígidos de controle digital.
