O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais, neste domingo (12/4), um longo texto com críticas ao Papa Leão XIV, líder da Igreja Católica. Na mensagem, o republicano afirma que o pontífice é “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”, além de atacar diretamente posicionamentos do religioso sobre temas internacionais.
Trump também elevou o tom ao tratar de segurança global. “Não quero um Papa que ache que está tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”, escreveu. Em outro trecho, acrescentou: “Não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos por fazer exatamente aquilo para o qual fui eleito, EM UMA VITÓRIA ARRASADORA”, continuou ele.
Na publicação, o presidente menciona ainda a atuação de igrejas durante a pandemia de Covid-19, alegando que instituições religiosas foram alvo de restrições enquanto realizavam cultos. Ele também compara o Papa ao irmão, Louis, afirmando preferir o familiar por, segundo ele, compartilhar de uma visão política alinhada ao movimento conservador.
O texto segue com críticas à postura do pontífice em relação a países como Irã e Venezuela, além de comentários sobre segurança pública nos Estados Unidos. Trump defende sua própria gestão, destacando resultados econômicos e de combate à criminalidade.
Outro ponto que chamou atenção foi a declaração sobre a eleição do Papa. Trump afirma que Leão XIV “foi uma grande surpresa” e sugere que sua escolha teria relação com o cenário político americano. “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, escreveu.
O presidente também direciona críticas pessoais ao pontífice, ao afirmar que ele estaria “agradando a esquerda radical” e que sua atuação estaria prejudicando a Igreja Católica.
O que disse o papa?
A repercussão foi imediata. Nesta segunda-feira (13/4), falando a jornalistas a bordo do avião papal rumo à Argélia, o Papa Leão XIV disse que “não é político” e que não tem intenção em entrar em debate com Trump.
“Em vez disso, devemos sempre buscar a paz e pôr fim às guerras. Não tenho medo da administração Trump. Eu falo sobre o Evangelho, não sou um político. Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser usada de forma indevida como algumas pessoas estão fazendo. Continuarei me manifestando firmemente contra a guerra, tentando promover a paz, o diálogo multilateral entre os Estados para buscar a solução correta para os problemas. A mensagem da Igreja é a mensagem do Evangelho: bem-aventurados os pacificadores; não vejo meu papel como o de um político, não quero entrar em um debate com ele. Muitas pessoas estão sofrendo no mundo”, declarou.
