O Atlético mantém respaldo total ao técnico Eduardo Domínguez após as recentes críticas públicas ao elenco. Internamente, a avaliação do trabalho é positiva, e não há qualquer movimento para troca no comando neste momento, mesmo com a sequência negativa de resultados.
A repercussão das declarações gerou dúvidas sobre o ambiente no clube. Nos bastidores, porém, o episódio foi tratado como natural e alinhado ao diagnóstico já existente. Um dirigente classificou a entrevista como positiva, avaliação que também foi compartilhada entre os acionistas.
A cobrança pública do treinador não abalou a confiança no trabalho do argentino. Um dos acionistas resumiu a visão ao afirmar: “O diagnóstico dele foi muito assertivo. A verdade é que parte do elenco está pouco comprometida com o projeto”.
Saída só ocorreria por decisão do técnico
Nos últimos dias, surgiu a especulação de que o treinador poderia pedir para deixar o cargo. Hoje, essa é considerada a única possibilidade de mudança no comando, já que o clube não trabalha com a hipótese de demissão.
A diretoria entende que o trabalho é consistente e avalia que o momento exige ajustes no elenco, não na comissão técnica.
Insatisfação com o elenco
Nesta semana, o colunista Jorge Nicola ouviu um dos acionistas do Atlético, que demonstrou forte insatisfação com a postura de parte dos jogadores. Segundo ele, há atletas pouco comprometidos com o projeto, o que pode provocar mudanças no curto e médio prazo, em um movimento interno descrito como “expurgo”.
“A verdade é que parte do elenco está pouco comprometida com o projeto. Faremos ajustes no meio do ano, de três a quatro nomes, e mais dois ou três no fim do ano. E são peixes graúdos. Tudo isso para um futebol que custa 500 milhões de reais por ano. Quem não entregar 100% todos os dias será expurgado do projeto”, afirmou.
