Nesta terça-feira (27/4), Cruzeiro e Boca Juniors se enfrentam pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, no Mineirão, às 21h30. As equipes têm no histórico uma série de duelos marcantes pelas mais diversas competições, mas o último encontro entre as equipes ocorreu pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana de 2024.
Contexto do último duelo
Na ocasião, o Cruzeiro, sob o comando de Fernando Seabra, garantiu a liderança do Grupo B e avançou diretamente às oitavas de final da Copa Sul-Americana. Já o Boca Juniors encerrou a fase inicial na segunda colocação do Grupo D, atrás do Fortaleza. Devido a essa posição, os argentinos precisaram disputar os play-offs (fase preliminar), cientes de que, caso avançassem, o chaveamento os colocaria frente a frente com os mineiros.
Nessa etapa intermediária, os “Xeneizes” enfrentaram o Independiente del Valle. A equipe equatoriana migrou para a Sul-Americana após terminar em terceiro lugar no Grupo F da Libertadores, superada por Palmeiras e San Lorenzo, que seguiram na busca pela “Glória Eterna”.
No duelo entre argentinos e equatorianos, o Boca levou a melhor: após um empate sem gols no jogo de ida, no Equador, venceu o confronto de volta por 1 a 0 na La Bombonera, com gol de Edinson Cavani. O resultado confirmou a classificação da equipe argentina para as oitavas de final de 2024, selando o aguardado confronto contra o Cruzeiro.
Jogo de ida
No primeiro capítulo do embate entre Cruzeiro e Boca Juniors, na La Bombonera, o que se viu foi um jogo truncado e marcado por uma forte disputa no meio de campo. Apesar do equilíbrio físico, os argentinos conseguiram se sobressair, pressionando a Raposa, que contou com intervenções cruciais de Cássio para segurar o ímpeto dos donos da casa.
A resistência mineira foi quebrada aos 20 minutos do segundo tempo. Após uma sucessão de falhas na marcação de Barreal, Walace e João Marcelo, Kevin Zenón encontrou um belo passe para Edinson Cavani, que finalizou com precisão no canto esquerdo da meta celeste para marcar o único gol da partida.
Mesmo com a derrota, o goleiro cruzeirense foi o grande destaque do confronto. Graças a uma série de defesas decisivas, Cássio evitou um placar mais elástico, mantendo o Cruzeiro vivo para a decisão no Mineirão.
Partida da volta
O desfecho do confronto ocorreu no Mineirão, pelo jogo de volta das oitavas de final. Após a derrota por 1 a 0 na ida, o Cruzeiro tinha a missão de vencer por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar diretamente. Uma vitória simples levaria a decisão para os pênaltis, enquanto qualquer outro resultado selaria a eliminação mineira.
O cenário tornou-se amplamente favorável logo aos dez segundos de jogo: o lateral Luis Advíncula foi expulso após um pisão no tornozelo de Lucas Romero. Com a vantagem numérica e o apoio massivo da torcida, a Raposa partiu para a pressão e abriu o placar aos nove minutos, quando Matheus Henrique aproveitou o rebote de um chute de Matheus Pereira, incendiando o estádio.
O domínio celeste continuou e a virada no placar agregado veio aos 21 minutos. Após um bate-rebate na área, o volante Walace acertou um belo chute para fazer 2 a 0. Naquele momento, o Cruzeiro garantia a classificação direta. Contudo, a equipe diminuiu o ritmo e permitiu que o Boca Juniors, mesmo com um a menos, reagisse. Nos acréscimos do primeiro tempo, Milton Giménez finalizou; a bola foi em cima de Cássio, que não conseguiu a defesa, resultando no empate do Boca no placar agregado.
A segunda etapa foi equilibrada, com os argentinos se sobressaindo em diversos momentos, mas o placar não sofreu novas alterações. A decisão foi para os pênaltis. Pelo Cruzeiro, William, Matheus Henrique, Marlon, Dinenno e Barreal converteram suas cobranças. Do lado argentino, Rojo, Lema, Blanco e Figal também marcaram. A responsabilidade final caiu sobre o atacante Merentiel, que isolou a bola, garantindo a classificação celeste para as quartas de final, onde enfrentaria o Libertad, do Paraguai.
*Estagiário sob supervisão do coordenador Roberth Costa
