Moradora do prédio atingido por um avião nesta segunda-feira (4/5) há quase 50 anos, Claudete Martins presenciou o momento da queda. Ela estava sozinha no apartamento, no terceiro andar, quando percebeu a aproximação da aeronave.
“Eu bati o olho e falei: ‘esse avião tá muito baixo’. Depois ouvi uma batida e, em seguida, um estrondo muito forte”, relatou.
Claudete disse que tentou sair do imóvel, mas não conseguiu após o impacto, que comprometeu a estrutura do prédio. “Acabou tudo, não tem mais escada. Só tem peça de avião, motor… acabou tudo”, contou.
Durante o resgate, ela foi orientada a permanecer no local enquanto equipes priorizavam o atendimento às vítimas. “Eles pediram para eu ficar quieta, tomar água e abrir as janelas. Perguntaram se eu estava bem, e eu disse que sim”, afirmou.
A retirada da moradora foi feita com o auxílio de uma escada. “Mandaram eu colocar uma calça e um tênis, colocaram a escada e eu desci. Tinha gente me segurando lá embaixo”, disse.
Ela também descreveu cenas que considera difíceis de esquecer após a queda. “A gente vê coisas que não saem da cabeça. É muito triste”, lamentou.
Apesar do susto, Claudete afirmou que poderá contar com familiares neste momento. O caso segue em investigação, enquanto equipes continuam atuando na área atingida.
