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‘A CDL/BH impulsiona o Carnaval’, diz Marcelo de Souza e Silva

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Segundo o dirigente, a entidade assumiu um papel de protagonista não apenas na organização, mas no financiamento direto e na atração de parceiros para o Carnaval (98 News)

Segundo o dirigente, a entidade assumiu um papel de protagonista não apenas na organização, mas no financiamento direto e na atração de parceiros para o Carnaval (98 News)

A poucos dias do início oficial da folia, Belo Horizonte vive a expectativa de consolidar sua posição como um dos principais destinos turísticos do país. Em entrevista exclusiva na 98 News, o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, detalhou a articulação inédita entre o setor produtivo e o poder público para viabilizar a festa.

Segundo o dirigente, a entidade assumiu um papel de protagonista não apenas na organização, mas no financiamento direto e na atração de parceiros, visando superar a movimentação econômica de R$ 1,2 bilhão registrada no ano anterior.

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CDL como ponte

Questionado sobre a mudança de postura da entidade, que neste ano atuou como uma “ponte” para novos patrocínios, Marcelo destacou a injeção direta de recursos e a articulação política com a Prefeitura de Belo Horizonte e Câmara Municipal.

“A CDL é uma organização que participa da vida da cidade há 65 anos, com uma credibilidade enorme e participando ativamente… A CDL puxou, foi impulsionar o Carnaval. Foi a primeira entidade que contribuiu com valor, é colaboradora do Carnaval com os R$ 500.000,00, que é um valor que entra na estruturação do Carnaval, da estruturação da cidade. E aí ela foi indutora de outras organizações também”, afirmou.

O presidente reforçou que sua presença constante em eventos, alvo de brincadeiras sobre ele ter um “clone”, é estratégica para entender as dores da cidade. “Essa participação minha em vários eventos, ela me dá a condição de entender o que está acontecendo, de entender dificuldades e de fazer essas conexões.”

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Público qualificado e crescimento

A projeção econômica para 2026 é otimista. Marcelo aponta que o perfil do turista mudou, elevando o tíquete médio gasto na capital.

“Essa movimentação econômica cerca de R$ 1 bilhão e 200 milhões, a gente espera aí foi o ano passado, a gente espera um crescimento em torno de 10% a 15% por causa disso… Por causa dessa evolução que nós fizemos. […] As pessoas que estão vindo para Belo Horizonte, o Carnaval, nós já estamos entre um dos cinco carnavais mais procurados no Brasil, as pessoas já são um público adulto e que tem um tíquete médio maior de gastos. Então, esse volume de valores, ele é relevantíssimo.”

Sobre a preparação do varejo, ele citou dados de pesquisas internas. “Quase 100% dos entrevistados vão tirar proveito da movimentação que o Carnaval traz para a cidade. Então, já se prepararam. […] Para você ter uma ideia, até só em fantasia, um levantamento da própria CDL mostra que cada folião vai investir entre R$ 100 e R$ 150 em fantasia.”

Resgate do Leão da Lagoinha

Um dos pontos altos da entrevista foi o relato sobre o apoio financeiro ao Leão da Lagoinha, o bloco mais antigo da cidade (fundado em 1947), que corria o risco de não desfilar por falta de recursos.

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“A gente tem mais de 650 blocos que desfilam em Belo Horizonte, alguns deles têm dificuldade em se organizar… O Leão da Lagoinha é um bloco icônico aqui na nossa cidade, é o primeiro bloco. Fala da história da cidade… Eu conversei com o responsável e aí a gente conseguiu patrocinar. É um valor de R$ 25.000,00, a gente não precisa esconder, que vem trazer essa disponibilidade para o bloco para que ele saia, para que ele desfile, continue com a sua relevância dentro do carnaval, mas que se também incentive outras organizações a fazer o mesmo com outros blocos.

Banheiros e oportunidade para o varejo

Marcelo celebrou a consolidação da portaria que permite ao comércio abrir as portas para dar suporte aos foliões, uma demanda antiga da classe lojista para rentabilizar os dias de feriado.

“Desde o ano passado a gente já vem trabalhando isso nos locais onde os blocos desfilam… Podem ter esses estabelecimentos, começar 2 horas antes e ficar até 2 horas depois do desfile do bloco, eles podem disponibilizar o seu estabelecimento para vender adereços, vender bebidas… E uma coisa importantíssima e fundamental e que foi muito elogiada: os comércios vendem a utilização do seu banheiro. Só que são banheiros limpos e principalmente as mulheres usam e agradecem muito.”

Olhar para o futuro

Ao final, o presidente da CDL fez um alerta sobre a necessidade de não se acomodar com o sucesso e de antecipar o planejamento para 2027, citando também a nova estrutura de apoio ao turista.

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“A gente tem que tomar cuidado no que a gente tá fazendo bem feito e não acostumar a fazer mais do mesmo. A gente tem que sempre ter criatividade. E uma coisa muito importante… A gente tem que entender que o Carnaval se tornou uma data de muita importância para a cidade de Belo Horizonte. Então nós temos que cuidar. […] Acabou o Carnaval agora esse ano… a gente já tem que começar a trabalhar o carnaval do ano que vem.”

Ele encerrou destacando a nova delegacia especializada. “A CDL reformou um imóvel aqui ao lado do Palácio da Liberdade, a Casa Amarela… onde se instalou a delegacia de proteção turística. Então ela está no Circuito da Liberdade, tá num ponto muito melhor, de forma muito mais adequada em receber as pessoas.”

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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