Os comerciantes de Belo Horizonte estão empolgados com o Carnaval que já toma conta das ruas da capital mineira. Levantamento da CDL/BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte) revela otimismo do setor para a edição de 2026: 98,9% dos empresários de comércio, serviços e turismo avaliam a festa como positiva. O índice representa um salto de 48% na percepção favorável em comparação ao ano passado.
Para Marcelo de Souza e Silva, presidente da entidade, os números mostram que o evento deixou de ser apenas cultural para ocupar um papel estratégico no calendário financeiro da cidade.
Folião de rua x turista na hotelaria
A pesquisa diferencia o perfil de consumo de quem vai para a rua daquele que se hospeda na cidade, evitando comparações equivocadas.
Folião de rua \ gasto diário: a expectativa do comércio é que cada folião invista, em média, R$ 109,96 por dia com alimentação, bebidas, adereços e transporte. O foco do consumo está em bebidas não alcoólicas (34,9%), alcoólicas (34,1%) e lanches (24,5%).
Turista (pacote de 4 dias): já para o setor hoteleiro, a conta é feita pelo período completo. A projeção é que o turista permaneça na cidade por 4 dias, desembolsando um total de R$ 2.421,91 apenas com hospedagem.
Isso equivale a uma diária média de R$ 605,48 — um aumento real de 20,7% sobre os valores de 2025.
Pagamento e emprego
Na hora de pagar a conta, a preferência deve ser pelo crédito à vista (34,6%) e pelo PIX (32,4%). Quem optar por parcelar no cartão de crédito deve dividir o valor em até quatro vezes.
Apesar do otimismo nas vendas, a contratação de mão de obra temporária ainda é tímida: apenas 4,8% dos entrevistados afirmaram que irão reforçar as equipes, enquanto 13% planejam realizar promoções específicas para a data.
