O Carnaval de 2026 vai impactar mais de 400 mil pequenos negócios de Minas Gerais, segundo o Sebrae. Em Belo Horizonte, a expectativa é que a festa movimente mais de 76 mil empresas desse porte. Parte essencial da da folia, a busca por adereços e fantasias ajuda a impulsionar esse setor da economia e já aquece o comércio da capital.
Em meio à explosão de cores, brilhos e criatividade que marcam o Carnaval, lojistas e microempreendedores encontram uma oportunidade de aumentar as vendas e garantir renda extra em um dos períodos mais fortes do calendário cultural belo-horizontino.
O movimento já é intenso nas lojas de fantasias espalhadas pela capital. No Centro de Belo Horizonte, a alta circulação de foliões levou comerciantes a ampliar os horários de funcionamento. Thiago Andrade, vendedor de uma loja de adereços na região central, conta que a procura começou mais cedo neste ano. “A saída está excelente, o movimento está muito grande. Estamos abrindo de segunda a segunda para dar conta da demanda”, afirma.
De acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), 41% dos foliões pretendem gastar mais de R$ 400 durante o Carnaval, considerando alimentação, bebidas e fantasias.
A chefe de cozinha Beatriz Barreto acredita que o investimento vale a pena e percebe um envolvimento maior dos foliões com a estética da festa. “A galera na rua está muito engajada nas fantasias, nas cores, na montagem. Este ano vou apostar em renda, pérolas e muito brilho. É para um dia especial”, conta.
Já o atendente Ian Dayrell optou por um visual mais simples: “Comprei chapéu, bermuda e bastante glitter. Gastei em média R$ 100 para dois dias de festa”.
Enquanto o comércio tradicional se organiza para atender à alta demanda, os microempreendedores também ganham espaço nesse cenário. Em casa, o Ateliê Rainha do Glitter já esgotou as vendas para o Carnaval de 2026.
“De ano em ano a gente vai se estruturando. Hoje conto com parcerias e ajuda em áreas como produção e marketing, porque não dá mais para fazer tudo sozinha”, relata Bruna Sales, dona do ateliê.
Em outros pontos da cidade, artesãs que produzem fantasias para blocos tradicionais começam a se preparar meses antes da folia. É o caso de Carol Estrela, que viu a demanda crescer e o trabalho chegar a um dos maiores blocos do Carnaval de Belo Horizonte.
“Foi tudo no boca a boca. Quando cheguei ao bloco Funk You, fiz mais de 20 customizações para a ala de dança. Foi um divisor de águas para mim no Carnaval”, conta.
Do básico ao personalizado, o Carnaval de Belo Horizonte mostra que além da alegria nas suas, a festa também impulsiona negócios, fortalece o pequeno comércio e movimenta a economia local.
