Com centenas de blocos espalhados pelas ruas e uma grande concentração de pessoas prevista para o Carnaval de Belo Horizonte em 2026, a atenção à segurança se torna parte essencial da festa. A movimentação de trios elétricos, ensaios e eventos carnavalescos em diferentes regiões da cidade reforça a necessidade de cuidados em relação à rede elétrica.
Para evitar acidentes e garantir que foliões, músicos e trabalhadores participem das festividades com tranquilidade, a Cemig reforça orientações sobre a circulação de trios elétricos, a manipulação de cabos e o uso de adereços próximos à fiação.
Rede elétrica: Dicas de segurança com a fiação durante a folia
Segundo o gerente de Saúde e Segurança Corporativo da Cemig, José Firmo do Carmo Júnior, o planejamento dos eventos precisa considerar, desde o início, as condições da rede elétrica nas vias por onde os blocos irão circular.
“É fundamental verificar cuidadosamente a altura dos trios elétricos, levando em conta não apenas o tamanho do veículo, mas também a presença de pessoas sobre a estrutura, alegorias e até a utilização de capotas em caso de chuva. Um pequeno erro de cálculo pode resultar em um acidente grave”, afirma.
Além disso, a Cemig alerta que levantar fios é crime. Nos últimos anos, um dos principais riscos observados foi a tentativa de suspender cabos para permitir a passagem de trios elétricos. Em edições anteriores do Carnaval, houve registros de blocos que chegaram a contratar pessoas para realizar esse tipo de procedimento. A prática é proibida, criminosa e extremamente perigosa.
“Levantar fios sem autorização já é um erro grave. O problema se agrava quando consideramos os riscos à população. O esforço adicional pode provocar a queda da estrutura, com risco de acidentes graves”, explica José Firmo.
Fio no chão é perigo sempre: Não chegue perto!
Uma das orientações mais importantes durante o Carnaval é simples e pode evitar acidentes graves: se encontrar um fio partido no chão, não se aproxime! Mesmo que pareça inofensivo, ele pode estar energizado.
Nesses casos, a recomendação é acionar imediatamente os canais oficiais:
- Cemig: 116
- Corpo de Bombeiros: 193
- Polícia Militar: 190
A área deve ser isolada até a chegada das equipes especializadas.
Outro perigo que muita gente esquece é o das serpentinas metalizadas. Em Minas Gerais, o uso e a venda desse material são proibidos por lei. O motivo é técnico e sério: por conter metal, o material conduz eletricidade e pode causar curtos-circuitos ao entrar em contato com a rede elétrica, colocando foliões em risco.
A orientação é optar por adereços de papel, que garantem a diversão sem comprometer a segurança nem provocar interrupções no fornecimento de energia.
A energia que faz o Carnaval acontecer

Toda a estrutura e a diversidade cultural que vemos nas ruas têm um motor importante: a Cemig. A companhia está presente desde a primeira edição do Carnaval da Liberdade, patrocinando iniciativas em diversas cidades mineiras de diferentes regiões do estado.
Ao longo dos últimos anos, a empresa já destinou, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, mais de R$ 22 milhões, beneficiando mais de 120 atrações culturais ligadas ao Carnaval.
Por meio do edital “Carnaval da Liberdade”, a Cemig viabiliza mais de 50 iniciativas em todo o estado, apoiando desde grandes blocos até escolas de samba locais. É a maior incentivadora da cultura mineira, garantindo que a tradição do Carnaval continue crescendo com alegria e, acima de tudo, proteção.
“Estamos oficialmente no mês do Carnaval! São mais de 50 iniciativas que serão realizadas em cidades de diferentes regiões do estado”, Cemig.
