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‘Skin’ de Carnaval: especialistas dão dicas essenciais para proteger a pele durante a folia

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Carnaval e Saúde: Como proteger a pele do sol e alergias (foto: Freepik)

Carnaval e Saúde: Como proteger a pele do sol e alergias
Carnaval e Saúde: Como proteger a pele do sol e alergias (foto: Freepik)

Com a chegada do Carnaval, a exposição prolongada ao sol, o uso intenso de maquiagem e o contato com adereços tornam-se os principais vilões da saúde cutânea. Em Belo Horizonte, onde os blocos de rua arrastam multidões sob altas temperaturas, o cuidado deve ser redobrado para evitar desde queimaduras severas até quadros de dermatite.

Para garantir uma folia segura, conversamos com dois especialistas mineiros que detalham as estratégias de prevenção e recuperação da pele.

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Proteção solar e áreas esquecidas

A regra de ouro para quem vai passar o dia nos blocos é a frequência da proteção. De acordo com o biomédico mineiro mestre em Medicina Estética, Thiago Martins (@dr.thiagomartins), o protetor solar deve ser reaplicado a cada 2 horas.

“Em casos de transpiração excessiva ou quando o folião se enxuga com toalhas, a reaplicação deve ser imediata”, alerta o profissional. Thiago destaca ainda que áreas frequentemente esquecidas, como orelhas, nuca, dorso das mãos, pés, parte posterior dos joelhos e o couro cabeludo, são as que mais sofrem com queimaduras. O uso de produtos com FPS 50 ou superior, que protejam contra raios UVA, UVB e luz visível, é indispensável, especialmente para quem usa maquiagem pesada.

Para quem deseja preparar o rosto para os dias de festa, o biomédico sugere o uso de Vitamina C pela manhã para neutralizar radicais livres. À noite, hidratantes com ácido hialurônico ou niacinamida ajudam a manter a barreira da pele íntegra.

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Alergias e o perigo do glitter

Mesmo as opções mais sustentáveis exigem cautela. Segundo o médico dermatologista Lucas Miranda (@drlucasmiranda.dermato), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e fundador da Clínica Lucas Miranda em BH, o glitter ecológico pode causar irritações.

“A dermatite alérgica pode estar ligada aos corantes e conservantes, além do próprio atrito das partículas com a pele”, explica o médico. Ele recomenda testar o produto em uma pequena área do corpo antes de aplicá-lo no rosto.

Diferenciar o incômodo do suor de uma alergia real também é fundamental para o tratamento correto:

  • Miliária (Brotoeja): Manifesta-se como pequenas bolhas vermelhas com ardência, comuns em áreas de atrito como pescoço e dobras.
  • Alergia de Contato: Apresenta vermelhidão intensa, inchaço e coceira forte no local onde o produto (maquiagem ou adereço sintético) foi aplicado.

Limpeza pós-bloco

Ao chegar em casa, a remoção da maquiagem e do glitter não deve ser feita com força física. O Dr. Lucas Miranda sugere o uso de óleos de limpeza ou balms demaquilantes, que dissolvem os resíduos sem agredir. “Após dissolver a maquiagem, utilize um sabonete suave e finalize com hidratantes que contenham pantenol ou ceramidas para restaurar a barreira cutânea”, conclui o dermatologista.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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