O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, anunciou nesta quarta-feira (05/8) o deputado federal Júlio Delgado (Avante-MG) como candidato a vice-presidente na chapa que disputará as eleições de 2026. O anúncio foi feito por meio de uma carta à nação, na qual o escritor e psiquiatra apresentou as principais diretrizes da candidatura e defendeu três reformas estruturais para o país.
Na mensagem, Cury agradeceu ao presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé, e afirmou que recebeu “carta branca” para construir um projeto nacional voltado à superação da polarização política.
“Tenho a honra de anunciar Júlio Delgado como meu companheiro de chapa à disputa presidencial”, escreveu.
Cury destaca trajetória de Júlio Delgado
Na carta, Augusto Cury elogia a trajetória política do deputado mineiro, que está no sexto mandato na Câmara dos Deputados. O presidenciável destaca a atuação de Júlio Delgado em comissões permanentes e CPIs, além da presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o rompimento da barragem em Brumadinho.
Segundo Cury, o vice terá papel central na condução de uma agenda de reformas institucionais caso a chapa seja eleita.
Chapa defende mudanças no sistema político e no STF
Entre as propostas apresentadas na carta, Augusto Cury afirma que pretende encaminhar uma reforma para substituir o presidencialismo pelo semipresidencialismo. Pelo modelo defendido pelo candidato, o presidente permaneceria como chefe de Estado, enquanto um primeiro-ministro escolhido pela maioria parlamentar seria responsável pela administração do governo.
Outra proposta prevê mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal (STF). Cury defende o fim dos mandatos vitalícios dos ministros, com mandato de oito anos, idade mínima de 50 anos para indicação, proibição de filiação partidária nos cinco anos anteriores à nomeação, redução do número de ministros de 11 para nove e reserva de um terço das vagas para mulheres.
Proposta inclui fortalecimento da política externa
A terceira reforma apresentada pelo presidenciável prevê mudanças na estrutura da política externa brasileira. Augusto Cury propõe transformar o Ministério das Relações Exteriores em uma Secretaria de Estado com maior protagonismo político, inspirada no modelo adotado pelos Estados Unidos.
Segundo o candidato, o objetivo seria ampliar a participação do Brasil no comércio internacional, fortalecer a atuação diplomática e estimular a industrialização de recursos minerais, em vez da exportação de matérias-primas sem processamento.