O Avante oficializou, nesta segunda-feira (03/8), a candidatura do psiquiatra e escritor Augusto Cury à Presidência da República durante convenção nacional realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). No discurso, Cury afirmou que tentou construir uma chapa única com o ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo ao Planalto, Romeu Zema, mas disse que a proposta não avançou.
Segundo o presidenciável, a conversa com Zema ocorreu de forma amistosa e teve como objetivo unificar candidaturas de centro-direita para a disputa presidencial.
“A conversa com o Romeu Zema foi muito boa, generosa. Conversamos sobre a possibilidade de fazermos uma chapa única, mas, infelizmente, parece que não evoluiu. Poderia ser uma possibilidade inteligente, onde o Brasil poderia ganhar mais”, afirmou.
Conhecido pelos livros de autoajuda, Augusto Cury disse que sua candidatura não representa um projeto pessoal e defendeu uma campanha baseada em propostas.
“Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada 100% baseada em projetos e 0% em ataques pessoais”, declarou.
Cury defende mudanças no STF e propostas para educação e segurança
Durante a apresentação da candidatura, Augusto Cury voltou a defender algumas das propostas que já vinha apresentando desde o lançamento da pré-campanha. Entre elas estão a criação de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), substituindo o modelo atual de nomeação vitalícia.
Na área da segurança pública, o candidato propõe o uso de drones equipados com inteligência artificial e sirenes para auxiliar no combate ao feminicídio. Também defende atendimento psicológico gratuito para crianças vítimas de abuso sexual, além da criação de 10 mil clubes de empreendedorismo, programas para redução da insegurança alimentar e uma reformulação do sistema educacional.
Segundo Cury, a educação brasileira precisa passar por uma “reengenharia”, com valorização dos professores e combate à polarização política.