O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou neste domingo (27/9) o que chamou de “enfrentamento político-religioso” na reta final da campanha. A declaração ocorreu após missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, em Goiânia (GO).
A fala ocorre após falsas alegações nas redes sociais associarem Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Flávio negou ter apoiado qualquer medida nesse sentido.
Caiado pede respeito entre religiões
Caiado afirmou que a religião não deve ser usada na disputa eleitoral e defendeu a liberdade religiosa.
“Eu sou católico praticante. Eu sou afilhado de Nossa Senhora das Graças. Eu aprendi que é na fé que você supera todas as suas dificuldades”, afirmou.
Segundo o candidato, a campanha passou a ser marcada por intolerância. “Nós temos que respeitar todas as religiões. Cada um tem o direito da sua escolha. Nós não podemos, de maneira nenhuma, politizar esse processo e muito menos caminhar para um lado de enfrentamento.”
A controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida começou após uma declaração no programa Em Pauta, da GloboNews, sobre um movimento de setores evangélicos para alterar a condição da santa como padroeira do Brasil. A fala não atribuía a iniciativa a Flávio Bolsonaro.
A GloboNews pediu desculpas posteriormente e informou que um projeto com esse objetivo havia sido apresentado em 2007 e arquivado em 2008.
Levantamento do Instituto Democracia em Xeque (IDX), divulgado no sábado (26), registrou 977,6 mil publicações sobre o tema em 55 horas, com 8,5 milhões de interações.
Candidato critica decisão sobre bets
Na mesma agenda, Caiado classificou como “oportunista” a decisão do governo Lula de proibir as bets. Se eleito, afirmou que pretende manter as plataformas, mas com regras mais rígidas, incluindo restrições à publicidade e ações educativas.
“Você tem que ter uma gradação”, disse.
Caiado também criticou o Desenrola Brasil 3.0, anunciado por Lula junto com a medida provisória sobre as bets. Nas redes sociais, acusou o presidente de agir “no desespero”.
Ao comentar a reta final da campanha, Caiado criticou o antagonismo entre os candidatos e defendeu uma postura de conciliação. “Isso não constrói nada. Se governa pacificando, se governa aglutinando”, afirmou.