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Dívida do Estado domina primeiro debate entre candidatos ao governo de MG

Por Bruna Carmona Rede 98
16/08/2026 23:26 Atualizado há 2 horas
Debate da Band
Candidatos durante o debate da Band (Foto: Júnia Garrido/Band Minas)

A dívida de Minas Gerais dominou o primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado, realizado neste domingo (16/8) pela TV Band Minas e que marcou a largada oficial da corrida eleitoral. Participaram do confronto de ideias Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD). Patrus Ananias (PT) não compareceu.

O peso da dívida estadual apareceu logo nos primeiros embates. Alexandre Kalil concentrou suas investidas no acordo do Propag, que classificou como uma “agressão” a Minas Gerais, afirmando que o pacote tornará o estado “absolutamente ingovernável” dentro de cinco anos por causa do impacto financeiro sobre as contas públicas. Cleitinho Azevedo, por sua vez, defendeu que o próximo governador precisa manter o diálogo com o Governo Federal para renegociar a dívida, independentemente de alinhamentos partidários — e usou o tema para propor o fim da apreensão de veículos por falta de pagamento do IPVA e a revisão de isenções fiscais concedidas a grandes empresas, como forma de ampliar a arrecadação do estado.

Outros candidatos também tocaram, ainda que indiretamente, no equilíbrio das contas públicas. Mateus Simões defendeu a continuidade da gestão atual como resposta ao cenário fiscal, destacando o equilíbrio das contas e o menor índice de desemprego do país registrado em Minas. Flávio Roscoe apostou na desburocratização e na privatização da Copasa como caminho para atrair investimentos sem pressionar ainda mais o caixa estadual. Já Gabriel Azevedo propôs a criação de uma agência independente para fiscalizar cada centavo gasto pelo governo, argumentando que o combate à corrupção também é parte da solução para o rombo nas contas públicas.

Além da dívida, o debate avançou por outras propostas de cada candidato

Kalil (PDT) recorreu à experiência à frente da prefeitura de Belo Horizonte, citando a construção de centros de saúde e hospitais de grande porte como referência para a gestão estadual. Também prometeu colocar o transporte público “no eixo” e combater a corrupção no setor, apontando o controle das passagens na capital como modelo a ser replicado em Minas.

Cleitinho (Republicanos) prometeu, na área da educação, nomear uma servidora de carreira para a Secretaria de Educação e priorizar a valorização salarial e a saúde mental dos professores.

Roscoe (PL) propôs um “pacotaço” de desburocratização nos primeiros 90 dias de governo para estimular o empreendedorismo e destacou o desempenho de programas técnicos e tecnológicos, citando o modelo do Senai como caminho para preparar jovens ao mercado de trabalho qualificado.

Gabriel Azevedo (MDB), que se apresentou como “filho de policial”, colocou a segurança pública no centro de sua candidatura, prometendo valorizar Polícia Militar e Polícia Civil por meio de planos de compromisso com 20 pontos para cada corporação. Na infraestrutura, propôs a retomada de ferrovias regionais e se posicionou contra a mineração na Serra do Curral.

Simões (PSD) defendeu a regionalização da saúde, citando a expansão de centros de hemodiálise e hospitais regionais para aproximar o tratamento da população, além de citar o programa “Trilhas do Futuro” e prometer um novo ciclo voltado ao aumento de renda das famílias mineiras.

Com o debate, a disputa pelo Governo de Minas Gerais entra oficialmente em sua fase mais aguda, tendo a dívida do estado como um dos eixos que devem nortear as campanhas até o primeiro turno.

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Bruna Carmona
Bruna Carmona
Editora multimídia, trabalha com jornalismo online há 15 anos. Escreve sobre a cidade, comportamento e tecnologia.