Patrus Ananias (PT) e Flávio Roscoe (PL) protagonizaram o primeiro embate direto entre os dois durante o debate da TV Globo nesta terça-feira (29/9), o primeiro com todos os principais candidatos ao Governo de Minas presentes. Ao ser questionado sobre como pretende financiar as obrigações do Estado, Patrus defendeu o fim de isenções fiscais, que, segundo ele, ultrapassam R$ 25 bilhões. Roscoe contestou a proposta e afirmou que os incentivos foram responsáveis por atrair investimentos e aumentar a arrecadação em Minas.
Patrus afirmou que pretende rever as isenções como uma das formas de ampliar os recursos disponíveis para o Estado. O petista também voltou a citar uma dívida de R$ 200 bilhões que, segundo ele, será deixada pela atual gestão para o próximo governo.
“Nós temos isenções fiscais e vamos trabalhar para acabar com essas isenções fiscais. Mais de R$ 25 bilhões de isenções fiscais para pessoas ricas que podem pagar”, afirmou.
O candidato associou a proposta ao princípio de cobrar mais de quem possui maior capacidade financeira.
“Eu tenho um princípio que me acompanha desde a Prefeitura de Belo Horizonte: quem pode mais, paga mais. Quem pode menos, paga menos. Quem não pode, não paga”, disse.
Patrus também afirmou que, caso seja eleito, pretende abrir as contas públicas e apresentar à população as receitas e as dívidas do Estado.
“Vamos mostrar para o povo de Minas o que é que o Estado recebe, o que é que o Estado deve. E vamos também apresentar as nossas propostas para o Estado”, completou.
Roscoe contesta fim das isenções
Na resposta, Roscoe discordou da proposta apresentada pelo adversário e argumentou que os incentivos fiscais serviram para atrair investimentos que não estariam em Minas sem os benefícios.
“Infelizmente, o caminho das isenções fiscais não é a resposta correta. As isenções fiscais foram dadas para atrair recurso para Minas Gerais, não para dar recurso que não está aqui. Os incentivos fiscais trouxeram arrecadação para o Estado, isso é comprovado”, afirmou.
O candidato do PL citou o município de Extrema como exemplo dos efeitos que atribui à política de incentivos fiscais e sustentou que os benefícios possuem prazo determinado.
Roscoe também afirmou que Patrus não explicou de onde sairão todos os recursos necessários para financiar as propostas apresentadas.
“O senhor não respondeu de onde vai vir o recurso para pagar. E essa é a grande questão”, disse.
Segundo Roscoe, a proposta dele passa por ampliar a atividade econômica no Estado para gerar recursos destinados a áreas como segurança pública, estradas e educação.
“E a nossa proposta é justamente destravar Minas Gerais, é fazer com que os empreendimentos aqui sejam gerados, gerem renda, para que a gente possa, com esses recursos, fazer os investimentos”, afirmou.