O candidato ao Governo de Minas Flávio Roscoe (PL) criticou a posição de Patrus Ananias (PT) sobre o pagamento da dívida do estado e afirmou que pretende regulamentar a Lei Geral do Licenciamento Ambiental já no primeiro dia de um eventual governo. As declarações foram dadas durante o debate da TV Alterosa, nesta sexta-feira (18/9).
Patrus não participou do encontro. Além dele, Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Alexandre Kalil (PDT) também ficaram fora do debate.
Roscoe questionou uma declaração de Patrus de que o pagamento da dívida de Minas dentro do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) não estaria entre as prioridades de uma eventual gestão.
“O que é ‘não será prioridade’? Quer dizer, na minha leitura, você só paga uma conta com recurso. Se não é prioridade, talvez ela não seja paga”, afirmou.
Roscoe disse que pretende ampliar a arrecadação estadual por meio do crescimento econômico, sem aumentar impostos. Entre as medidas defendidas pelo candidato está a redução de burocracias.
“Nós temos um plano muito claro para pagar essa dívida. E se trata do destravamento total do nosso estado”, disse.
Segundo Roscoe, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental seria regulamentada já no primeiro dia de governo. O candidato também afirmou que pretende reduzir o que classificou como subjetividade das normas estaduais.
“É só dessa maneira que nós vamos pagar essa dívida sem aumentar tributo, porque você já paga muito tributo”, declarou.
Serra do Curral
Roscoe também afirmou ter “compromisso absoluto” com a preservação da Serra do Curral durante uma troca com Gabriel Azevedo (MDB).
O candidato defendeu a ampliação da área protegida e afirmou que a proposta poderia ser executada sem gastos com desapropriações por meio da doação de áreas privadas.
“Não somente vamos defender o tombamento da Serra do Curral, como também estamos, na nossa proposta, ampliando essa área e sem nenhum custo para o Estado”, afirmou.
Gabriel havia questionado Roscoe sobre a assinatura de um documento de compromisso com a preservação da serra. Após a resposta, o candidato do MDB voltou a cobrar uma posição específica sobre a assinatura.
“Até agora não respondeu se vai assinar esse documento ou não. Eu já fui o primeiro a assinar”, disse Gabriel.