O candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) criticou, nesta quinta-feira (03/9), as gestões de Fernando Pimentel (PT) e Romeu Zema (Novo) à frente do Estado e afirmou que não pretende reproduzir os modelos adotados pelos dois governos. Durante sabatina da Rede 98 com os candidatos ao Palácio Tiradentes, no 98 Talks, Gabriel também rejeitou a ideia de que uma posição de centro signifique ausência de posicionamento político e disse que não participa da política para “negociar”.
Ao falar sobre o campo político em que se posiciona, Gabriel afirmou estar cansado de discussões ideológicas e disse que o termo “centro” acaba sendo confundido com o Centrão no Congresso Nacional.
“Eu tô, de verdade, sem saco para ficar na discussão ideológica. E um problema dessa palavra, centro, é porque parece que a pessoa não tem opinião, não tem lado”, afirmou.
O candidato também procurou diferenciar sua posição política do grupo de partidos tradicionalmente identificado como Centrão.
“Ainda confundem com o tal do Centrão, que é uma quantidade de gente que usa o Congresso Nacional para negociar. Eu não negocio na política, tô por princípios e valores, eu tenho lado. […] Aqui a gente tem opinião”, disse.
‘Uma das grandes medalhas que eu tenho’
Gabriel também relembrou a passagem pelo governo de Fernando Pimentel e afirmou considerar a exoneração do Executivo estadual uma das “grandes medalhas” da própria trajetória.
“Uma das grandes medalhas que eu tenho na vida foi ter sido exonerado por Fernando Pimentel. Eu não fiquei um segundo no governo do PT. Fui o primeiro a ser exonerado. Isso é para colocar no quadro”, afirmou.
Segundo o candidato, a exoneração publicada no Diário Oficial foi recortada e está emoldurada em sua casa.
Gabriel fez críticas aos quatro anos da gestão petista e citou a situação das contas públicas e a relação do Estado com servidores e municípios.
“Durante quatro anos, o governo Fernando Pimentel foi uma tragédia. Deixou dívida, déficit, falta de cuidado com o servidor, com os municípios, com os prefeitos. Daquilo eu não quero repetir nada”, declarou.
Críticas a Zema e Mateus Simões
Na sequência, Gabriel também direcionou críticas ao governo que sucedeu Pimentel. O candidato afirmou que as gestões de Romeu Zema e Mateus Simões entregam uma situação semelhante à encontrada anteriormente.
“E o governo que se sucedeu, Romeu Zema e Mateus Simões, está entregando para Minas Gerais um quadro semelhante”, disse.
Gabriel citou a dívida estadual, o déficit e o crescimento das renúncias e benefícios fiscais para sustentar a crítica.
“Só que a dívida dobrou. Era 100 bilhões, tá chegando, né, a 200. O déficit é parecidíssimo e as isenções e benefícios fiscais saíram, em 2019, de 6 bilhões para 26 bilhões de reais. É uma bomba”, afirmou.
Os números foram apresentados pelo candidato durante a sabatina.