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Kalil defende convênios com instituições sociais e critica isenções fiscais em Minas

Por Igor Teixeira Rede 98
27/08/2026 15:19 Atualizado há 1 hora
(Foto: Divulgação/ Campanha do Kalil)

O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) defendeu, nesta quinta-feira (27/8), a ampliação de parcerias do poder público com instituições sociais e voltou a criticar a política de incentivos fiscais do governo estadual. Durante visita à Creche São João Paulo II, no bairro Granja de Freitas, em Belo Horizonte, o ex-prefeito afirmou que pretende levar para o Estado um modelo semelhante ao adotado durante sua gestão na capital para o atendimento à educação infantil.

Kalil também falou sobre ensino médio integral, defendeu maior integração entre Estado e municípios e criticou o que classificou como abandono de Belo Horizonte e de cidades do interior pelo governo mineiro nos últimos anos.

A instituição visitada atende cerca de 800 crianças. Kalil afirmou que frequenta o local fora do período eleitoral e destacou a atuação do padre João, responsável pelo trabalho social desenvolvido na unidade.

“Isso aqui é muito mais importante que papo de política, papo de quem vai coligar com quem, cor de camisa, até tempo de televisão”, afirmou.

Kalil defende modelo de convênios com instituições

Ao falar sobre educação infantil, Kalil relembrou o credenciamento de creches conveniadas durante sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte e afirmou que pretende adotar uma política semelhante no governo estadual.

Segundo o candidato, a participação do poder público é necessária para garantir a manutenção de instituições que atendem crianças e permitem que pais e responsáveis permaneçam no mercado de trabalho.

“Isso aqui é uma prova que nós vamos humanizar. Não é só cuidar de estrada. É hospital, é o SUS, é o atendimento, é cuidar de criança. E como é que nós vamos fazer isso sem o poder público?”, questionou.

Kalil afirmou ainda que considera o credenciamento das creches uma das principais ações realizadas durante sua gestão na capital.

“Talvez a coisa mais importante que eu fiz na prefeitura como prefeito de Belo Horizonte foi credenciar”, declarou.

Candidato volta a criticar isenções fiscais

Durante a visita, Kalil retomou as críticas feitas anteriormente à concessão de incentivos fiscais pelo governo de Minas. Para o candidato, parte dos recursos que deixam de ser arrecadados deveria ser direcionada a políticas públicas e instituições sociais.

“Nós estamos aqui num lugar que é a prova cabal que a isenção faz mal ao Estado. Nós estamos com 800 crianças sendo sustentadas pelo quê? Pelo imposto dos grandes empresários, porque, que eu saiba, o Palácio Tiradentes não imprime dinheiro”, afirmou.

Kalil defendeu que a arrecadação estadual seja utilizada para financiar serviços públicos e projetos nas áreas social, de saúde e educação.

Ensino médio integral

Questionado sobre propostas para o ensino médio em tempo integral, Kalil afirmou que seu programa prevê um modelo regionalizado, com participação de universidades e empresas.

Segundo o candidato, a proposta busca aproximar a formação dos estudantes das oportunidades de qualificação e entrada no mercado de trabalho.

“É um plano regionalizado que está muito bem detalhado no programa, que integra universidades e integra também as empresas”, disse.

Kalil afirmou que a implementação, na avaliação dele, não exigiria grandes despesas e dependeria principalmente da atuação do poder público.

Relação entre Estado e municípios

Kalil também defendeu uma mudança na relação do governo estadual com as prefeituras. Ao ser questionado sobre o Anel Rodoviário e possíveis intervenções na região da nova Rodoviária de Belo Horizonte, disse que qualquer iniciativa precisaria ser discutida com a administração municipal.

Na sequência, acusou o governo estadual de ter deixado Belo Horizonte e municípios do interior sem apoio nos últimos anos.

“O governo de Minas abandonou Belo Horizonte durante 12 anos, um abandono absoluto”, afirmou.

O candidato citou também Varginha, Uberlândia e Pouso Alegre e defendeu que, caso seja eleito, o Estado mantenha uma relação mais próxima com os municípios.

“O Estado é filho da Federação. E o município é filho do Estado. E a gente não abandona filho”, concluiu.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de cidades e política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.