O governador de Minas e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), fez críticas a Cleitinho Azevedo (Republicanos) e apresentou propostas para segurança pública durante o debate da TV Alterosa, nesta sexta-feira (18/9). Cleitinho não participou do encontro.
Simões utilizou o espaço que teria para fazer uma pergunta ao candidato do Republicanos para questionar pessoas ligadas à chapa e à campanha do adversário.
“O mínimo que se espera de alguém que pretende governar Minas Gerais é que compareça para prestar contas daquilo que vai fazer”, afirmou.
Na sequência, Simões fez uma série de acusações contra pessoas que associou à campanha de Cleitinho, mencionando o candidato a vice, um suplente e um apoiador. As acusações foram apresentadas pelo governador durante o debate.
“Que escolhas são essas?”, questionou.
Sem a presença de Cleitinho para responder, Simões continuou as críticas no tempo de réplica.
“Tenho certeza que não há nenhuma explicação possível para essas escolhas tão ruins. Se essas pessoas forem administrar Minas Gerais, vocês imaginam o que vai acontecer”, afirmou.
Simões contrapôs os nomes citados por ele a integrantes das forças de segurança de Minas e disse preferir trabalhar com uma equipe técnica.
‘Big Brother contra os bandidos’
Em uma troca com Gabriel Azevedo (MDB), Simões apresentou propostas para impedir a expansão de organizações criminosas em Minas Gerais.
O governador afirmou que pretende implantar o chamado Escudo Mineiro, sistema de monitoramento das divisas do estado com identificação de placas de veículos e reconhecimento facial.
“Nós vamos colocar de pé o Escudo Mineiro, um verdadeiro Big Brother contra os bandidos. Ninguém vai entrar nem sair de Minas Gerais, em todas as suas divisas, sem ter placa e rosto identificado”, afirmou.
Segundo Simões, a tecnologia seria utilizada para identificar veículos e cargas furtadas, além de pessoas procuradas pela Justiça.
O candidato também afirmou que pretende expandir a Patrulha Maria da Penha para todos os municípios mineiros e abrir outras 50 delegacias de atendimento à mulher.
Durante a discussão, Gabriel criticou ações de Simões na área da segurança e defendeu maior investimento nas polícias e no sistema prisional.