O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), barrou uma nova tentativa de suspender o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A determinação impede o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal no ar ou limitar seu funcionamento.
A decisão ocorre a dois dias do segundo turno da eleição presidencial, no próximo domingo (25/10), em meio à disputa judicial entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O canal conta com 7 milhões de inscritos, e é administrado pelo deputado federal André Janones.
A controvérsia envolve pedidos da campanha de Flávio para investigar a atuação do grupo e possíveis irregularidades na mobilização de conteúdos políticos. A defesa de Lula argumenta que suspender o canal de forma preventiva seria censura e que eventuais irregularidades devem ser tratadas com medidas específicas, como a retirada de publicações que violem decisões da Justiça Eleitoral.
O caso ocorre após uma sequência de decisões sobre o funcionamento do canal. Em outubro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou suspensões relacionadas à falta de registro formal do endereço na Justiça Eleitoral. Depois que a campanha de Lula regularizou a situação, o canal voltou a funcionar.