O deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT) afirmou que parte dos votos recebidos por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial é motivada pela rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e não pela identificação com o senador. Rousseff também avaliou que o PT precisa renovar seus quadros e a forma de se comunicar para manter a força eleitoral da esquerda nos próximos anos.
“É um candidato que não tem proposta nenhuma. Ninguém vota no Flávio porque gosta dele. Ninguém vota no Flávio porque gostou do governo de Jair Bolsonaro. Ninguém vota nele porque acha ele honesto. Eles só votam no Flávio porque o Flávio não é o Lula”, declarou em entrevista nesta quinta-feira (22).
Para Rousseff, o resultado do primeiro turno reflete a permanência do antipetismo no país. O deputado eleito, no entanto, reconheceu que o partido precisa rever estratégias, apesar das conquistas que atribui aos governos petistas.
“Enquanto partido, nós já tivemos diversos mandatos. Nós já tivemos diversas conquistas de obras, investimentos, bons programas sociais, econômicos. Agora, ao longo desse tempo, faltou pra gente renovar os nossos quadros”, afirmou.
Segundo ele, a renovação não deve se limitar à escolha de pessoas mais jovens, mas também envolver mudanças na comunicação e na maneira de fazer política.
“Quando você não tem a renovação, não é só colocar gente com uma idade mais jovem, mas sim um modo de se comunicar mais jovem, um jeito de fazer política diferente”, disse.
Pedro Rousseff fala em união da esquerda
O deputado federal eleito afirmou que espera a reeleição de Lula no segundo turno, marcado para domingo (25), mas destacou que o desafio do PT será manter a unidade da legenda e dos partidos de esquerda ao longo do próximo mandato.
“Se Deus abençoar, nós vamos conseguir reeleger Lula nesse ano novamente. Mas o nosso grande debate será pelos próximos quatro anos pra gente poder manter o partido unido, a esquerda unida, para que a gente não perca a próxima eleição”, declarou.