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‘Presidente do TSE não pode ter lado na política’, diz Lula ao cobrar Nunes Marques

Por Igor Teixeira • Rede 98
12/10/2026 12:46 Atualizado há 2 horas
(Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, nesta segunda-feira (12/10), a atuação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, no caso do canal “Exército do Lula”. O petista afirmou que o ministro precisa apontar qual ilegalidade teria sido cometida pelo grupo administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e disse que o comando da Justiça Eleitoral “não pode ter lado na política”. Lula também afirmou que pretende criar novos canais de mobilização no WhatsApp.

“Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível, isso já foi denunciado”, afirmou Lula.

A declaração foi dada após uma missa na capela do Palácio da Alvorada, em Brasília, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Lula disse não estar acompanhando os detalhes mais recentes do processo e afirmou que a equipe jurídica da campanha ficará responsável pelo caso.

O presidente, no entanto, cobrou de Nunes Marques a demonstração de eventuais irregularidades cometidas pelo canal.

“Nós vamos continuar fazendo campanha e, para ele achar que tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. É isso que eu quero”, declarou.

‘Exército, Marinha e Aeronáutica’

Lula também afirmou que pretende ampliar a estratégia de mobilização por meio de canais no WhatsApp, mesmo após a disputa judicial envolvendo o “Exército do Lula”.

“Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar agora o Exército, a Marinha, a Aeronáutica no WhatsApp. É a forma mais barata da gente fazer campanha e nós vamos continuar criando o nosso exército”, disse.

O “Exército do Lula” reúne mais de 3 milhões de usuários e é utilizado para compartilhar conteúdos e orientações de mobilização direcionados a apoiadores da campanha petista.

Canal foi suspenso e liberado horas depois

No domingo (11/10), Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a suspensão do canal. O presidente do TSE afirmou que a estrutura estava sendo utilizada para reproduzir, em larga escala, conteúdos que a Corte já havia considerado inverídicos.

Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu preliminarmente a decisão e restabeleceu o funcionamento do canal até a análise do caso pelo plenário.

Nesta segunda-feira, a área técnica do TSE informou não ter localizado, nas publicações do “Exército do Lula” entre 2 e 11 de outubro, reproduções das afirmações citadas no processo.

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”, diz o relatório técnico.

Fim da escala 6×1 e PEC da Segurança

Lula também aproveitou a declaração desta segunda para citar duas pautas que considera importantes para a semana no Congresso Nacional: o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.

O presidente voltou a relacionar a votação sobre a jornada de trabalho à disputa eleitoral e afirmou estar convencido de uma vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“Estamos preparando a vitória para o dia 25 de outubro. Estou convencido de que nós ganharemos essas eleições porque o povo brasileiro está desejoso de uma mudança com quem sabe fazer mudança, de mudança com quem já fez muitas coisas importantes para esse país e o povo quer que a gente aprimore”, afirmou.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.