As direções da Federação PSDB Cidadania e do PDT em Minas Gerais fizeram um apelo público, nesta quarta-feira (26/8), para que o deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, reveja a decisão de não disputar as eleições deste ano e aceite concorrer ao Senado por Minas Gerais. O movimento ocorre três semanas depois de o tucano anunciar que não seria candidato a nenhum cargo eletivo em 2026, encerrando uma sequência de 40 anos de mandatos.
A manifestação é assinada pelo presidente da Federação PSDB Cidadania em Minas, Paulo Abi-Ackel, e pelo presidente estadual do PDT, Mário Heringer. Segundo os dirigentes, partidos receberam nos últimos dias pedidos de correligionários, prefeitos, vereadores, deputados, militantes e lideranças de diferentes regiões do estado pela candidatura de Aécio.
“Aécio, escute esse chamado. Minas precisa de você no Senado”, afirmaram os presidentes das legendas.
No documento, Abi-Ackel e Heringer defendem que a experiência política e a capacidade de articulação de Aécio em Brasília seriam importantes para a representação de Minas no Congresso. Os dirigentes destacaram, principalmente, as discussões envolvendo a dívida do estado com a União.
“Minas precisa de uma representação no Senado com peso político e capacidade de interlocução para liderar esse debate”, diz a nota.
A manifestação ocorre em meio à campanha da chapa encabeçada por Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas. O PSDB integra a aliança e ocupa a vaga de vice, com Carlos Mosconi, além de já ter Gustavo Galassi como candidato ao Senado.
Aécio havia anunciado que não disputaria as eleições
Aécio anunciou em 4 de agosto que não concorreria a nenhum cargo eletivo neste ano. Na ocasião, afirmou que a decisão encerrava um ciclo de quatro décadas consecutivas de mandatos, mas ressaltou que permaneceria na vida pública e na presidência nacional do PSDB.
O deputado disse que pretendia concentrar esforços na construção de um projeto político de centro para o país e no fortalecimento nacional da legenda. Aécio também afirmou que a decisão de não concorrer havia sido difícil e declarou que chegava ao período eleitoral liderando pesquisas para uma das duas vagas de Minas no Senado.
Aécio iniciou a trajetória eleitoral em 1986, quando conquistou o primeiro mandato de deputado federal. Desde então, foi presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas por dois mandatos, senador e voltou à Câmara. Em 2014, disputou a Presidência da República e foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.
Até o momento, Aécio não informou se pretende reconsiderar a decisão anunciada no início de agosto.