O PT decidiu manter em aberto a definição do candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo deputado federal Patrus Ananias (PT) e seguirá negociando com partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de concluir a composição majoritária em Minas Gerais. A informação foi dada pela presidente estadual da legenda, deputada Leninha, durante a convenção realizada nesta quarta-feira (5), em Belo Horizonte. No mesmo evento, foi confirmada a chapa ao Senado formada pela ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e pela ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL).
Segundo Leninha, o partido optou por agir com cautela para ampliar a aliança em torno da candidatura de Patrus.
“Nós estamos mantendo a cautela e a responsabilidade necessária para fortalecer e ampliar o time do Lula em Minas Gerais. As nossas conversas seguem. Nós estamos com o Patrus, nosso candidato a governador, com a Áurea, candidata ao Senado, com a Marília, candidata ao Senado, e aguardando as manifestações dos outros partidos e parceiros do time do Lula para a gente fechar as alianças nos próximos dias”, afirmou.
A dirigente ressaltou ainda que o PT não é o único partido que chega ao fim das convenções sem a chapa completamente definida.
“A gente manteve a cautela até agora e quer fazer o melhor para que Patrus possa governar, para que Marília e Áurea cheguem ao Senado e para que a gente faça o melhor por Minas Gerais. Os mineiros e mineiras merecem.”
PSOL oficializa apoio e descarta aliança com Kalil
Também nesta quarta-feira, o PSOL divulgou nota confirmando oficialmente o apoio à candidatura de Patrus Ananias e a indicação de Áurea Carolina para disputar o Senado ao lado de Marília Campos.
Na nota, a presidente estadual do partido, Iza Lourença, afirmou que a composição representa o projeto defendido pela legenda.
“A chapa Patrus, Áurea e Marília é a mais corajosa e honesta politicamente. É a que diz claramente de que lado está, o que defende e para quem governa. É a chapa do Fome Zero e do Bolsa Família, das mulheres que chegaram para ficar, da esquerda que não pede licença para disputar Minas Gerais.”
O comunicado também encerra as especulações sobre uma possível aliança da Federação PSOL-Rede com o PDT. Embora as conversas com Alexandre Kalil tenham ocorrido nos últimos dias, o partido informou que optou por permanecer no campo liderado pelo PT.
“Respeitamos o Kalil, mas, na minha gestão do partido, o PSOL não estará na mesma coligação que o PSDB. Isso, para mim, é inegociável”, afirmou Iza Lourença.
PSB segue como principal indefinição da chapa
Com a definição da segunda candidatura ao Senado, a principal pendência da chapa petista continua sendo a vaga de vice-governador. O PT mantém negociações com o PSB, que foi convidado a indicar o nome para compor a chapa de Patrus.
Como mostrou a Rede 98, os socialistas também avaliam outros cenários, entre eles lançar uma candidatura independente ao Senado com o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior. Apesar disso, o PT afirma que seguirá dialogando até a conclusão das convenções, na tentativa de ampliar a aliança em torno da candidatura de Patrus Ananias.