O candidato ao Governo de Minas Flávio Roscoe (PL) defendeu nesta quarta-feira (16/9) a redução de normas e da burocracia estadual como estratégia para estimular o turismo e outras atividades econômicas. Durante encontro da Federação Mineira dos Convention & Visitors Bureaux (FC&VB-MG), na Fecomércio MG, em Belo Horizonte, Roscoe afirmou que pretende iniciar a revisão de regras por decreto já na primeira quinzena de um eventual governo.
“Eu sou aquele que acredita que quanto menos governo, melhor”, afirmou. “Não vou criar nenhum órgão de governo específico para dar autorização, para pedir ou para definir política pública.”
Roscoe disse que pretende manter a estrutura existente e ampliar a liberdade para atuação da iniciativa privada. Segundo o candidato, servidores atualmente envolvidos com atividades burocráticas poderiam ser direcionados para outras funções.
“Minas Gerais prospera apesar do governo. Mas o que é verdade é que nosso potencial é muito maior. E não é criando mais estrutura de governo que você resolve o problema. Nós temos é que simplificar aquilo que existe, aquilo que tutela as empresas, o cidadão”, declarou.
O candidato afirmou que parte das mudanças poderia ser realizada sem aprovação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
“E dá para fazer. E é simples fazer. E é por decreto, não precisa de lei. E é na primeira quinzena de governo nós vamos fazer tudo”, disse.
Poços de Caldas como exemplo
Ao defender maior participação da iniciativa privada no turismo, Roscoe citou Poços de Caldas, no Sul de Minas, como exemplo do modelo que pretende estimular em outras regiões.
“Estou voltando agora de Poços de Caldas. O turismo lá foi todo privatizado. A cidade é uma revolução”, afirmou.
Segundo Roscoe, a transferência de atividades para o setor privado contribuiu para destravar investimentos na cidade. O candidato disse que pretende incentivar experiências semelhantes em outras regiões mineiras.
Roscoe também defendeu que o Estado auxilie empresas do setor turístico na adaptação às mudanças provocadas pela reforma tributária, apesar de reconhecer que as principais regras são de competência federal.
Sobre o turismo de base comunitária, o candidato apontou dificuldades para ampliar a atividade e citou o potencial de comunidades quilombolas e do turismo cultural. Para Roscoe, o principal desafio será melhorar o acesso e tornar esses destinos mais relevantes para o setor turístico.