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‘Quero lutar por uma BH além da Avenida do Contorno’, diz vereador que assumirá vaga na Câmara

Por Igor Teixeira • Rede 98
10/10/2026 12:46 Atualizado há 2 horas
(Foto: Cristina Medeiros/CMBH)

Marcos Crispim (DC), que assumirá uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) após as mudanças provocadas pelas eleições de 2026, afirmou à Rádio 98 que pretende concentrar o mandato na população mais vulnerável e nas regiões periféricas da capital. Conservador e identificado com a direita, ele também criticou projetos que tratam de assuntos fora da competência municipal e disse que pretende priorizar a fiscalização da Prefeitura e demandas diretamente relacionadas a Belo Horizonte.

“A nossa pauta e a nossa bandeira sempre foram lutar por uma BH além da Avenida do Contorno. Nós pretendemos dar prosseguimento a isso, lutar por essa população mais vulnerável, lutar pelos menos favorecidos”, afirmou.

Crispim não é estreante na Câmara. Morador da região do Alto Vera Cruz, ele foi vereador da capital entre 2020 e 2024 e voltou a disputar uma cadeira nas eleições municipais de 2024, quando recebeu quase 9 mil votos e ficou na suplência. Pastor evangélico, também é fundador de um projeto social no bairro onde mora.

Conservador, Crispim diz que terá diálogo com esquerda

Ao comentar a composição política da Câmara, Crispim se definiu como um político de direita e conservador. Ele afirmou, porém, que pretende manter diálogo com parlamentares de diferentes campos políticos.

“Eu sou e me identifico como um vereador de direita, por ser conservador, pelas pautas que a direita defende, tudo aquilo que está envolvido nas discussões políticas que dividem direita e esquerda”, disse.

O futuro vereador afirmou que não espera dificuldades de convivência com os demais integrantes da Casa. Ele citou a experiência do primeiro mandato para defender uma relação institucional com vereadores da esquerda e da direita.

“Pretendo me dar bem com todos, como foi no meu primeiro mandato. Tinha uma boa relação com todos dentro da Câmara, tanto direita quanto esquerda”, afirmou.

Projetos ideológicos e competência da Câmara

Crispim também foi questionado pela Rádio 98 sobre a presença de pautas ideológicas na Câmara e projetos que acabam considerados inconstitucionais.

Para ele, o problema não está necessariamente no posicionamento político das propostas, mas na apresentação de matérias sobre assuntos que não são de competência do Legislativo municipal.

“Alguns desses projetos não são de âmbito municipal, e aí sim são prejudiciais. São inconstitucionais, não por serem de direita ou de esquerda, mas porque não são do âmbito municipal”, avaliou.

Na visão do futuro vereador, essas discussões também podem ganhar espaço em detrimento de problemas cotidianos da cidade.

“Os problemas urgentes de Belo Horizonte, em alguns momentos, podem ficar ofuscados, no sentido de terem uma divulgação menor, ficarem menos visíveis”, disse.

Fiscalização e representação

Crispim afirmou que pretende estruturar a atuação na Câmara em três frentes: elaboração de leis, fiscalização do Executivo e representação da população.

“O vereador não é apenas um legislador, alguém que propõe projetos de lei. Ele também é alguém que deve fiscalizar o Executivo, ou seja, a Prefeitura como um todo”, afirmou.

Entre as atividades de fiscalização, ele citou o acompanhamento das secretarias municipais, das obras e da aplicação do dinheiro público.

Para Crispim, porém, a representação será a principal função do mandato.

“O vereador é um representante escolhido no voto, seja para defender uma comunidade, uma região, uma categoria, uma classe de pessoas ou um segmento”, disse.

Retorno à Câmara

Crispim afirmou que os próximos dois anos serão utilizados para retomar o trabalho desenvolvido durante o primeiro mandato. Ao falar sobre uma eventual tentativa de permanecer na Câmara nas próximas eleições municipais, disse confiar no histórico construído na capital.

“Na última eleição eu tive quase 9 mil votos. Então, o povo que me conhece, que conhece o meu trabalho, acredito que reconheceu a minha atuação enquanto vereador. Esses dois anos eu vou me dedicar bastante e acredito que, automaticamente, o resultado virá”, afirmou.

“Eu até brinco que meu nome é trabalho, meu sobrenome é serviço. Nós continuaremos trabalhando arduamente para uma BH além da Avenida do Contorno”, completou.

Mudanças na Câmara de BH

Quatro cadeiras da Câmara Municipal terão novos ocupantes após as eleições de 2026.

Marcos Crispim (DC) assumirá a vaga deixada por Flávia Borja, eleita deputada estadual. Embora Borja esteja atualmente em outro partido, a cadeira permanece vinculada ao DC, legenda pela qual ela foi eleita vereadora em 2024.

Dai Dias (PL) assumirá a vaga de Pablo Almeida (PL), também eleito para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Maria da Consolação Rocha (PSOL) ocupará a cadeira de Iza Lourença (PSOL), que seguirá para a ALMG.

Já Luana de Souza (PT) assumirá a vaga de Pedro Rousseff (PT), eleito deputado federal.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.