A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu praticamente inalterada após a nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24/7).
O levantamento mostra que 38% dos entrevistados avaliam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32% a classificam como ótima ou boa. Outros 28% consideram o governo regular.
Os índices repetem, dentro da margem de erro, os resultados registrados nas pesquisas de maio e junho, indicando estabilidade na percepção dos eleitores.
Aprovação e desaprovação também não variaram
A pesquisa aponta que 49% dos entrevistados aprovam o governo Lula, enquanto 48% desaprovam a administração federal. Os percentuais também permaneceram estáveis em relação ao levantamento anterior.
Os dados foram coletados entre os dias 22 e 23 de julho, período em que o governo brasileiro reagia ao anúncio de novas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais.
Governo ainda aguarda efeito político da crise comercial
A nova pesquisa foi realizada poucos dias após os Estados Unidos ampliarem as tarifas sobre produtos brasileiros. Desde então, o governo Lula passou a reforçar o discurso de defesa da soberania nacional e anunciou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC), além de acionar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica.
Apesar da repercussão da crise comercial, o levantamento indica que o episódio ainda não provocou mudanças significativas na avaliação do governo.
Nordeste e população de menor renda seguem entre os segmentos mais favoráveis
Segundo o Datafolha, a avaliação positiva de Lula permanece acima da média entre moradores do Nordeste, pessoas de menor renda, eleitores com menor escolaridade, idosos e católicos.
Já os índices mais elevados de avaliação negativa aparecem entre homens, moradores da região Sul, pessoas com ensino superior e eleitores evangélicos.
Saúde continua como principal preocupação dos brasileiros
O levantamento também perguntou aos entrevistados quais são os principais problemas do país.
A saúde aparece na primeira colocação, citada por 21% dos entrevistados. Em seguida vêm segurança pública (19%), economia (14%), corrupção (9%), educação (8%) e desemprego (5%).
O Datafolha ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios entre os dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.