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‘Vamos nos inspirar nas reformas que Milei fez’, diz coordenadora econômica de Flávio

Por Igor Teixeira • Rede 98
14/09/2026 19:10 Atualizado há 3 semanas
(Foto: Reprodução/ Instagram)

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (14/9) que o programa do candidato à Presidência terá como inspiração reformas adotadas pelo governo de Javier Milei na Argentina. Entre as medidas defendidas pela equipe estão a revogação de mais de mil normas do atual governo, redução de despesas e revisão de impostos e benefícios tributários.

“Vamos nos inspirar nas reformas que Milei fez”, afirmou Daniella durante o seminário Brasil Hoje, promovido pela Esfera Brasil, em São Paulo.

Ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro, Daniella afirmou que a equipe já trabalha no levantamento de regras que poderiam ser eliminadas em um eventual governo de Flávio.

“A gente já tem mais de mil normas mapeadas para revogar”, disse.

Segundo a coordenadora, o levantamento inclui obrigações acessórias, regulamentos infralegais e outras regras consideradas burocráticas pela campanha. Ela também afirmou que a equipe pretende rever medidas tributárias adotadas durante o atual governo.

“A gente trabalha na revogação e em voltar atrás em todos os impostos criados ou elevados pelo Haddad. Então, o time está nisso”, declarou, em referência ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Corte de gastos e programas sociais

Daniella afirmou que a inspiração nas medidas de Milei também passa pela tentativa de reorganizar as contas públicas. Segundo ela, um eventual governo Flávio pretende encaminhar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à redução de despesas.

A coordenadora disse, no entanto, que programas sociais, como o Bolsa Família, não seriam alvo dos cortes. A proposta, segundo ela, é concentrar a revisão de gastos na estrutura do Estado e em benefícios tributários.

“Já assumimos o compromisso de não alterar os programas sociais. Nossa proposta focará o corte de privilégios, tanto na estrutura da máquina pública quanto em benefícios tributários”, afirmou.

Daniella também defendeu a retomada de uma agenda de privatizações. Entre as empresas citadas está a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A coordenadora não descartou ainda uma eventual privatização do Banco do Brasil e afirmou que mais de 20 estatais poderiam passar por processos de privatização.

Juros e Banco Central

Para Daniella, o ajuste das contas públicas é necessário para criar condições para a redução da taxa de juros.

“Quem não cuida das contas não cuida das pessoas. Então a gente vai focar em botar as contas no azul, para que se permita que haja redução de juros no Brasil”, afirmou.

A coordenadora também defendeu a autonomia do Banco Central (BC) e disse que um eventual governo Flávio Bolsonaro respeitaria a atuação do atual presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

“Felizmente, a gente teve um avanço institucional na independência do Banco Central”, declarou.

Segundo Daniella, uma redução dos juros determinada por decisão política poderia provocar efeitos sobre a inflação.

“Se você derruba os juros na caneta, desancora a inflação. Então, não existe nenhum imposto mais caro ao pobre do que a inflação”, disse.

Apesar de citar a Argentina como inspiração para a política econômica, Daniella afirmou que um eventual governo Flávio pretende manter relações comerciais com diferentes países, inclusive a China.

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Igor Teixeira
Igor Teixeira
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, é repórter de política da 98FM. Tem passagens pela TV Alterosa e Itatiaia.