A cantora galesa Bonnie Tyler, voz de “Total Eclipse of the Heart”, morreu aos 75 anos na noite de quarta-feira (8/7), num hospital em Portugal, em decorrência da doença que tratava. A morte encerra uma carreira de mais de cinco décadas e três indicações ao Grammy.
Quem foi Bonnie Tyler
Nascida Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler foi descoberta pelo caça-talentos Roger Bell em um clube em Swansea. Seu primeiro single, “Lost in France”, saiu em 1977, mesmo ano do álbum de estreia “The World Starts Tonight”.
Ainda em 1977 veio o primeiro grande sucesso. “It’s a Heartache” chegou ao 4º lugar no Reino Unido e ao 3º na Billboard Hot 100, dos Estados Unidos.
A história da voz rouca
A marca registrada de Bonnie Tyler nasceu de um problema de saúde. Após uma cirurgia nas cordas vocais em 1977, a cantora forçou a voz durante a recuperação e mudou de forma definitiva o próprio timbre.
O que era para ser um obstáculo virou identidade: a rouquidão se tornou o diferencial que a distinguiu de qualquer outra voz do pop.
Total Eclipse of the Heart: o maior clássico
O auge veio em 1983. “Total Eclipse of the Heart”, escrita por Jim Steinman, vendeu mais de 13 milhões de cópias e liderou as paradas dos dois lados do Atlântico.
A origem da música é curiosa. O título original era “Vampires in Love”, porque a canção havia sido pensada para um musical sobre Nosferatu, e o tema rendeu a Bonnie uma indicação ao Grammy. Em entrevista recente à BBC, ela disse que nunca se cansou de cantá-la.
Holding Out for a Hero e os anos 1980
Steinman também assinou o outro hino da cantora. “Holding Out for a Hero” foi gravada para a trilha do filme “Footloose” e se tornou presença constante em trilhas de cinema, séries e comerciais até hoje.
Ao todo, Bonnie Tyler foi indicada três vezes ao Grammy ao longo da carreira.
Ativa até os últimos anos
Bonnie Tyler nunca parou. Em 2025, ela emprestou a voz à faixa “Together”, parceria com David Guetta e Hypaton que resgatou um sucesso oitentista.
O fim da trajetória começou a se desenhar neste ano. Em maio, a cantora passou por uma cirurgia intestinal de emergência no hospital de Faro e chegou a ser colocada em coma induzido. Ela chegou a sair do coma em junho, mas seguia muito debilitada.
