Trinta anos após a morte de Kurt Cobain, ocorrida em 5 de abril de 1994, novos questionamentos sobre o bilhete deixado pelo líder do Nirvana vieram à tona neste sábado (21/3). Uma equipe forense privada apresentou análises que sugerem que o trecho final da carta, onde o músico supostamente se despede de sua esposa e filha, pode não ter sido escrito por ele.
O caso, encerrado oficialmente como suicídio pelo departamento médico do condado de King na época, baseou-se fortemente no manuscrito encontrado na cena. Contudo, as novas evidências apontam que as quatro linhas derradeiras apresentam características gráficas distintas do restante do corpo do texto, que é amplamente reconhecido como autêntico.
Divergências na caligrafia e perícia forense
A pesquisadora Michelle Wilkins detalhou ao periódico britânico Daily Mail que as frases finais exibem letras visivelmente maiores e traços mais irregulares. Segundo Wilkins, o ritmo da escrita nessas linhas destoa completamente do padrão estabelecido por Cobain ao longo do documento original.
A especialista em caligrafia Mozelle Martin reforçou a tese ao identificar “anomalias significativas” no encerramento da mensagem. Embora Martin destaque uma alta probabilidade de autoria diferente, ela ressalta que não há uma confirmação absoluta.
Posição das autoridades e impacto no caso
Apesar do surgimento destas novas alegações técnicas, a polícia de Seattle mantém sua posição oficial. Em declarações anteriores, o departamento afirmou que não pretende reabrir as investigações, sustentando o veredito de suicídio estabelecido nos anos 90.
A manutenção da conclusão oficial, em contraste com as descobertas das especialistas, continua a alimentar debates entre fãs e teóricos sobre as circunstâncias da morte do vocalista. O corpo principal da carta permanece alinhado à escrita de Cobain, deixando o desfecho do documento em uma zona de incerteza técnica e jurídica.
