A histórica rivalidade entre Axl Rose e Slash foi marcada por disputas de ego, controle criativo e excessos que afastaram a formação clássica do Guns N’ Roses dos palcos por duas décadas. Em entrevista à Rolling Stone, o guitarrista, então, voltou a refletir sobre o período de afastamento e o processo que permitiu a reconciliação do grupo.
Segundo Slash, os desentendimentos diretos entre os dois músicos não eram impossíveis de resolver, mas ganharam proporções maiores pela interferência de terceiros. Assim, a influência de empresários e pessoas do entorno da banda acabou aprofundando o desgaste que culminou no fim da formação original nos anos 1990.
“Os problemas reais entre o Axl e eu não eram insuperáveis. Tinha a ver com outras pessoas que se envolveram e que realmente agravaram os problemas que tínhamos, e nós éramos a causa de muitos problemas.”
O reencontro e a retomada da amizade
O guitarrista relembrou que a aproximação começou durante uma turnê solo pela América do Sul, quando a equipe de Axl buscou contato inicial apenas para selar a paz. “Quando voltei da turnê, então, jantamos juntos e tudo meio que floresceu a partir daí”, contou o músico ao detalhar a retomada do diálogo.
Ao colocar as antigas divergências em pratos limpos, os dois perceberam que grande parte dos conflitos passados havia sido amplificada por fatores externos. O reencontro permitiu resgatar a convivência próxima dos primeiros anos de carreira e reatar o vínculo profissional e pessoal.
“Foi muito bom conversar, colocar tudo na mesa e perceber que muitas daquelas questões eram superficiais ou tinham sido provocadas por fatores externos. Foi como recuperar uma amizade que deveria ter continuado existindo.”
Desde o retorno da formação clássica, a convivência entre os dois, portanto, tem sido marcadamente harmoniosa nos bastidores e nas turnês mundiais. “Não tivemos nem uma única briga durante todos os 10 anos em que estamos juntos desta vez”, celebrou Slash ao destacar a estabilidade da banda nesta nova fase.
