Conexão entre indústria e startups: de opção a necessidade de sobrevivência

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Durante o segundo dia do Imersão Indústria, a conexão entre o setor produtivo e o ecossistema de inovação foi apontada como um fator determinante para a competitividade brasileira. Em entrevista a 98 News, Junia Cersosimo, gerente de promoção de negócios do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e responsável pelo Fiemg Anjos, destacou que a parceria com startups deixou de ser uma mera opção para se tornar uma necessidade estratégica imposta pela Indústria 4.0. Segundo ela, o uso de tecnologias como Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT) é essencial para resolver dores históricas do setor, como a produtividade e a redução de custos.

Junia enfatizou que a urgência nessa aproximação é fundamental para que as empresas deem um “salto” em seus resultados. “Mais do que nunca, a urgência em fazer essa aproximação, em buscar aquelas startups que de fato tenham soluções que conversem com esse dia a dia, com essas dores que a indústria tem, é fundamental”, afirmou a gerente.

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O desafio, no entanto, varia conforme o porte da empresa. Enquanto grandes indústrias já possuem estruturas de inovação, as pequenas e médias muitas vezes acreditam que essa realidade não lhes pertence por falta de recursos. Junia alerta que essa percepção precisa mudar para garantir a permanência dessas empresas nas cadeias de suprimentos.

“Muitas (empresas) ainda acham que isso não é para elas, que elas não têm ali, seja recurso financeiro, muitas vezes não tem inclusive assim uma estrutura interna, mas isso é muito importante que aconteça, é uma questão de sobrevivência”, explicou.

Como facilitador desse processo, o Fiemg Anjos atua conectando investidores que são, eles próprios, empresários ou executivos industriais. Esse modelo de “investidor indústria” permite um ganho duplo: o aporte financeiro na startup e a aplicação imediata da solução na planta industrial do investidor. “Ele pode se beneficiar trazendo essa startup que tá sendo investida para dentro da sua operação industrial, usando como realmente ali um fornecedor que vai proporcionar uma melhora de competitividade”, detalhou. Dessa forma, o investidor atua como um validador do produto e um cliente potencial, criando um alinhamento de interesses que impulsiona ambos os lados.

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