A necessidade de investir em tecnologia, inovação e modernização de processos tem ganhado força entre representantes da indústria mineira como estratégia para reduzir custos e aumentar a competitividade. O cenário é influenciado por desafios estruturais, como carga tributária elevada e entraves logísticos, conhecidos como “custo Brasil”.
De acordo com o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Alimentação, Panificação e Massas Alimentícias do Vale do Aço (Sinpava), Antônio Eugênio Fernandes, esses fatores ainda dificultam o crescimento das empresas e exigem mudanças na forma de produção.
“A competição exige investimento em tecnologia. O custo Brasil ainda é um desafio, com carga tributária elevada, o que dificulta o crescimento das indústrias”, afirmou.
A modernização dos processos internos é apontada como uma das principais alternativas para ampliar a produtividade. A adoção de equipamentos, novas tecnologias e programas de qualificação pode impactar diretamente o desempenho das empresas.
“Quando você melhora processos e investe em tecnologia, equipamentos e qualificação, aumenta a produtividade e se torna mais competitivo no mercado”, disse.
Outro ponto destacado é o avanço da inteligência artificial no setor industrial. A tendência é que essas ferramentas sejam incorporadas de forma crescente nas rotinas produtivas.
“Não há outro caminho. É preciso investir em tecnologia e inovação para reduzir custos e competir melhor, tanto no mercado interno quanto externo”, afirmou.
Além disso, o associativismo tem papel relevante na capacitação empresarial. O Sinpava atua em 17 municípios do Vale do Aço, com projetos voltados à qualificação dos empresários e ao fortalecimento das indústrias da região.
Evento reúne setor produtivo em BH
As discussões ocorreram durante o Imersão Indústria, evento realizado no estacionamento do BH Shopping, em Belo Horizonte. Promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, o encontro reúne lideranças e especialistas do setor produtivo nesta quinta (23/4) e sexta-feira.
A programação inclui mais de 50 horas de conteúdo e mais de 130 palestrantes, com debates sobre competitividade, inovação, segurança pública e desenvolvimento industrial.