A apreensão do setor têxtil brasileiro diante da concorrência desleal de produtos importados, foi um dos temas discutidos durante o Imersão Indústria 2026. Aroldo Campos, diretor-presidente do Grupo Ematex e presidente do SIMS-MG trouxe à tona a preocupação com a prática de dumping, especialmente na importação de malha de poliéster, cujos preços de venda no Brasil chegam a ser inferiores ao custo de produção.
O setor aguarda com ansiedade uma decisão da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), prevista para ocorrer entre maio e junho. Segundo Campos, o embasamento para uma decisão favorável à indústria nacional já está consolidado.
“A expectativa é grande, visto que nós tivemos um parecer super favorável, a questão técnica tá super resolvida. Então, nós temos agora que a questão política a ser vencida, mas que não tem como negar a questão técnica”, afirmou o executivo.
A pressão vem majoritariamente da China, que, segundo Aroldo, tem reduzido preços drasticamente através de subsídios, prejudicando a competitividade local. Para ele, a implementação de taxas de proteção não é uma escolha política, mas uma necessidade de sobrevivência para as empresas brasileiras.
“A China vem baixando muitos preços e com muitos subsídios e a indústria têxtil aqui fica muito prejudicada”, destacou.
Campos foi enfático ao descrever os riscos de um novo adiamento ou de uma decisão negativa por parte do governo. “Se não tiver uma proteção que cuide e preze pela indústria têxtil aqui, ela está fadada a acabar. Temos que proteger a indústria nacional, senão ela não suporta”, alertou.