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Cissé e Ramadã: Atlético monta planejamento especial para volante mulçumano; entenda o ‘mês sagrado’

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Cissé chegou ao Galo em 2024, após se destacar em um torneio de categorias de base na África, observado por profissionais atleticanos. (Foto: Pedro Souza / Atlético)

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O Atlético detalhou nesta semana a programação especial montada para acompanhar a rotina de Mamady Cissé durante o Ramadã. Muçulmano, o volante de 19 anos cumpre o período de jejum religioso, no qual permanece sem ingerir alimentos e água entre o amanhecer e o pôr do sol. Para que o desempenho não seja afetado, o jogador recebe acompanhamento individualizado no dia a dia.

Para reduzir possíveis impactos físicos, o clube estruturou um protocolo integrado entre nutrição e fisiologia. O monitoramento inclui testes de saliva para medir a hidratação, já que a ingestão de líquidos só pode ocorrer à noite. A partir desses dados, a equipe ajusta a reposição hídrica e o planejamento alimentar, garantindo a ingestão calórica necessária mesmo com a limitação de horários.

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Além da parte nutricional, o controle também envolve a rotina de descanso. O atleta relata diariamente o nível de cansaço e a qualidade do sono, que acaba sendo interrompido para a refeição antes do amanhecer. A dieta foi adaptada, com maior concentração de nutrientes no período noturno, estratégia que tem permitido a manutenção da programação normal de treinos, avaliada internamente como positiva.

O próprio jogador comentou a experiência de conciliar o Ramadã, período sagrado do islamismo, com a rotina no futebol profissional.

“É um pouco difícil durante o treino, mas estou muito feliz por conseguir manter o ritmo todos os dias. O Ramadã é a nossa religião, então o jejum é obrigatório. Estou muito feliz por conseguir cumprir isso com a ajuda do Atlético”, afirmou.

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O que é o Ramadã?

A situação vivida por Cissé não é isolada no futebol mundial. O Ramadã é o mês sagrado do islamismo, marcado por jejum diário, orações e reflexão espiritual. No futebol europeu, o tema ganha destaque nesta época do ano, já que diversos atletas seguem atuando em alto nível mesmo com a restrição alimentar, o que exige adaptações dos clubes.

No Brasil, o cenário também se repete com jogadores como Francis Amuzu, do Grêmio, e Zakaria Labyad, do Corinthians, que atravessam o mesmo período de observância religiosa enquanto mantêm suas rotinas profissionais.

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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