O poder de influência de Gustavo Scarpa parece ter ultrapassado de vez os limites do futebol. “A Morte de Ivan Ilitch”, clássico de Liev Tolstói indicado pelo meia do Atlético, aparece pelo segundo dia consecutivo como o livro mais vendido da Amazon Brasil. A obra ganhou força após Scarpa publicar uma resenha sobre a história em seu canal no YouTube.
O jogador é conhecido pelo gosto por literatura e, nos últimos dias, tem levado esse hábito também para o vestiário do Galo. Scarpa presenteou o companheiro Cuello com um exemplar de “A Morte de Ivan Ilitch” e já flagrou outros jogadores, como Tomás Pérez e Victor Hugo, lendo durante o intervalo dos treinos.
A influência chegou também às arquibancadas. Torcedores do Atlético criaram a Galeitura, um clube do livro inspirado justamente nas obras indicadas por Scarpa. A iniciativa foi criada pela torcedora Carolina Marques e rapidamente ganhou adesão: o grupo chegou a reunir cerca de 500 integrantes.
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Primeiro livro é indicação de Scarpa
Para inaugurar a Galeitura, os torcedores escolheram justamente “A Morte de Ivan Ilitch”. A obra será lida ao longo de três semanas, com um calendário dividido pelos 12 capítulos.
A primeira etapa vai de 16 a 22 de setembro, com os capítulos 1 a 4. De 23 a 29 de setembro, serão lidos os capítulos 5 a 8. A última parte, com os capítulos 9 a 12, fica para o período de 30 de setembro a 6 de outubro.
A ideia é que os participantes acompanhem o cronograma e compartilhem suas impressões sobre a leitura. O grupo também pretende promover discussões sobre o livro e, ao final, realizar um encontro coletivo para conversar sobre a obra.
Mesmo quem não está no grupo pode participar da leitura. A Galeitura orienta os torcedores a acompanhar o calendário, pegar o próprio exemplar e acompanhar as discussões pelas redes sociais.
O livro
Publicado originalmente em 1886, “A Morte de Ivan Ilitch” acompanha um juiz russo que, depois de adoecer gravemente, passa a questionar a própria vida, suas escolhas e a maneira como se relacionou com as pessoas ao redor.
Foi justamente essa reflexão que chamou a atenção de Scarpa. Ao comentar o livro, o meia resumiu a experiência de leitura como um ciclo de “esperança momentânea, desespero, dor”.
