O zagueiro Fabrício Bruno criticou o gramado sintético da Arena Condá após o empate por 0 a 0 entre Cruzeiro e Chapecoense, neste domingo (2/8), no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Na saída de campo, o defensor classificou como “desumano” atuar em pisos artificiais e afirmou que esse tipo de superfície prejudica o rendimento e a condição física dos atletas.
“O campo atrapalha um pouco. Eu já cansei de falar isso. É desumano jogar nesse tipo de campo. O futebol é um esporte tão intenso… E isso é uma coisa não tão legal para a nossa saúde esportiva e física”, declarou o jogador após a partida.
A Arena Condá é um dos cinco estádios de clubes da Série A que utilizam gramado sintético. Além da casa da Chapecoense, também contam com esse tipo de piso o Nilton Santos, a Arena MRV, o Nubank Parque e a Arena da Baixada. O tema tem gerado debates frequentes entre atletas, dirigentes e torcedores nas últimas temporadas.
O jogo
Dentro de campo, Cruzeiro e Chapecoense fizeram um duelo equilibrado na etapa inicial. A equipe celeste teve maior posse de bola e criou as principais oportunidades, enquanto os donos da casa apostaram nos contra-ataques. Kaique Kenji chegou a balançar as redes após receber passe de Fabrício Bruno, mas o lance acabou anulado por impedimento.
No segundo tempo, o Cruzeiro aumentou a pressão e dominou as ações ofensivas. Apesar do maior volume de jogo, a equipe encontrou dificuldades para transformar a superioridade em chances claras. A melhor oportunidade surgiu em uma finalização de Arroyo, defendida pelo goleiro Anderson.
Com a igualdade no placar, a definição da vaga ficou para a próxima quarta-feira, às 19h, no Mineirão. Quem vencer garante a classificação às quartas de final da Copa do Brasil. Em caso de novo empate, a decisão será nos pênaltis.
