Contratado no início de 2026, Gabigol vive um momento de forte pressão no Santos, mesmo com números considerados consistentes na temporada: 20 jogos, nove gols e cinco assistências. O jogador tem sido alvo de cobranças internas por desempenho e comportamento por parte da comissão técnica liderada por Cuca, segundo o colunista Jorge Nicola, da 98.
O atacante, que ainda pertence ao Cruzeiro, tem salário de 3,45 milhões de reais, sendo cerca de 2,2 milhões pagos pelo clube mineiro e 1,25 milhões pelo Peixe.
Nos bastidores, a avaliação é de queda no rendimento físico do atacante nas últimas partidas. O entendimento interno no Santos é de que Gabigol tem produzido menos em intensidade e participação ofensiva do que outros atletas do elenco, apesar de seguir como artilheiro da equipe na temporada.
O clima de tensão aumentou após o jogo contra o Recoleta, no Paraguai. Gabigol foi substituído e deixou o campo reclamando da decisão, sem retornar ao banco de reservas e indo direto ao vestiário. A atitude gerou incômodo imediato na comissão técnica.
Após a partida, Cuca cobrou explicações públicas do atacante, que justificou o episódio alegando “dor abdominal”.
Situação contratual e passagem pelo Cruzeiro
Gabigol segue emprestado pelo Cruzeiro ao Santos até dezembro deste ano, sem opção de compra prevista em contrato. O atacante deixou o Cruzeiro após uma temporada com poucas oportunidades como titular sob o comando de Leonardo Jardim. No total, foram 49 jogos, com 13 gols e quatro assistências.
O principal ponto de atrito com a torcida celeste ocorreu em dezembro, na eliminação na semifinal da Copa do Brasil contra o Corinthians, quando o jogador desperdiçou uma cobrança de pênalti na disputa contra Hugo Souza, o que gerou protestos e pedidos de saída.
