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Bruno Henrique é indiciado pela Polícia Federal por forçar cartão e favorecer apostadores

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Jogador está liberado para atuar pelo Flamengo no fim da temporada (Foto: Alexandre Durão)

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Bruno Henrique, atacante do Flamengo, foi indiciado pela Polícia Federal por supostamente forçar um cartão amarelo em uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023, contra o Santos, com o intuito de beneficiar apostadores.

O irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior, a cunhada Ludymilla Araújo Lima e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima de Bruno Henrique, também foram indiciados. Segundo a polícia, todos realizaram apostas.

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Ainda de acordo com as investigações da Polícia Federal, há um segundo núcleo de apostadores formado por Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Rafaela Cristina Elias Bassan, Henrique Mosquete do Nascimento, Andryl Sales Nascimento dos Reis, Max Evangelista Amorim e Douglas Ribeiro Pina Barcelos — todos amigos de Wander.

Tanto Bruno Henrique quanto seu irmão Wander foram indiciados com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte – fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, de qualquer forma, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado. A pena prevista é de dois a seis anos de reclusão. Ambos também foram indiciados por estelionato, com pena prevista de um a cinco anos de prisão.

Os demais envolvidos foram indiciados por estelionato. A informação sobre o indiciamento de Bruno Henrique e os demais foi publicada pelo site Metrópoles.

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Em novembro do ano passado, todos os envolvidos no caso foram alvos de operações de busca e apreensão. A Polícia Federal esteve na casa de Bruno Henrique e também no CT do Flamengo. O jogador, que estava em casa, teve o celular apreendido.

A investigação

A Polícia Federal começou a investigar o caso em agosto do ano passado, após operadoras de apostas relatarem movimentações atípicas envolvendo o cartão amarelo de Bruno Henrique na partida contra o Santos, válida pela 31ª rodada do Brasileirão de 2023, disputada em Brasília.

Ao todo, três casas de apostas emitiram alertas. Segundo as investigações, 98% de todas as apostas em cartões naquela partida foram direcionadas ao atacante. Em outra casa, o percentual chegou a 95%.

No Brasileirão de 2023, Bruno Henrique foi advertido com cinco cartões amarelos em 22 jogos com a camisa do Flamengo. Na partida contra o Santos, o atacante foi punido com o cartão amarelo nos acréscimos do jogo, após uma falta em Soteldo. Após receber o cartão, Bruno Henrique reclamou e acabou sendo expulso.

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Mesmo diante da investigação, o Flamengo optou por não afastar o jogador. Após a conquista da Copa do Brasil sobre o Atlético, Bruno Henrique se manifestou. “Minha vida e a minha trajetória, desde que comecei a jogar futebol, nunca foram fáceis. Mas Deus sempre esteve comigo. Estou tranquilo em relação a isso, junto com meus advogados, empresários e pessoas que estão nessa batalha comigo. Peço que a justiça seja feita”, afirmou o atacante.

O caso também foi levado ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) em agosto do ano passado, mas o tribunal não identificou provas suficientes para a instauração de um inquérito. “A Procuradoria considerou que o alerta não apontou nenhum indício de proveito econômico do atleta, uma vez que os eventuais lucros das apostas reportados no alerta seriam ínfimos, quando comparados ao salário mensal do jogador”, diz um trecho do comunicado do tribunal.

Com o indiciamento e o relatório da Polícia Federal, o Ministério Público do Distrito Federal analisará e decidirá se irá ou não oferecer denúncia contra Bruno Henrique.

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Rafa Silveira

Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Durante dois anos, foi produtor e redator do programa 98 Esportes, até migrar, em 2024, para a equipe digital da emissora. Hoje, dedica-se à cobertura do futebol brasileiro e internacional, fazendo do jornalismo esportivo sua grande paixão.

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