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Por que dizemos que tudo ‘acaba em pizza’? Expressão surgiu por causa de uma crise no Palmeiras

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Larissa Reis

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A expressão, hoje amplamente associada à política e a casos de corrupção, nasceu, na verdade, no futebol (Palmeiras/Divulgação + Pixabay)

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Quando uma investigação não resulta em punição ou uma discussão termina sem consequências, é comum ouvir que tudo “acabou em pizza”. A expressão, hoje amplamente associada à política e a casos de corrupção, nasceu, na verdade, no futebol e tem origem em uma reunião da diretoria do Palmeiras que terminou de forma bastante inusitada. Neste Dia Mundial da Pizza, vem conhecer a origem dessa expressão que se tornou parte do vocabulário popular.

A história remonta à década de 1960, quando a Sociedade Esportiva Palmeiras enfrentava uma grave crise interna. Para tentar resolver o impasse, dirigentes do clube passaram mais de 14 horas reunidos em uma longa discussão.

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Com o passar das horas, a fome falou mais alto. Os cartolas decidiram interromper a reunião para pedir 18 pizzas gigantes, acompanhadas de chope e vinho. Depois da refeição, os ânimos se acalmaram e os dirigentes chegaram a um acordo.

O episódio inspirou o jornalista esportivo Milton Peruzzi, da Gazeta Esportiva, que publicou uma manchete que entraria para a história: “Crise do Palmeiras termina em pizza”.

Da manchete esportiva para a política

Com o passar dos anos, a expressão ultrapassou o universo do futebol e passou a ser usada para descrever situações em que investigações, escândalos ou conflitos terminam sem punições, responsabilizações ou mudanças concretas.

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Foi principalmente a partir das décadas seguintes, com a popularização do termo pela imprensa e pelo debate político, que “acabar em pizza” passou a ser associado a casos de corrupção, transmitindo a ideia de que, após muita discussão, ninguém é responsabilizado.

Hoje, a expressão faz parte do vocabulário popular brasileiro e é utilizada para resumir a sensação de impunidade em diferentes contextos.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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