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Amarelo Sem Cadeiras: audiência pública discute retorno da ‘geral’ no Mineirão

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A reunião atendeu a um pedido do deputado Professor Cleiton (PV) e do movimento Amarelo sem Cadeira (Henrique Chendes/ALMG)

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Deputados e representantes de torcidas organizadas do Cruzeiro se reuniram para discutir uma possível volta da “geral” ao Mineirão. Em audiência pública nessa quinta-feira (29/5), realizada na Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, as partes apoiaram a retirada de cadeiras nos setores Amarelo e Laranja do estádio.

A “geral” é um setor popular que, antes da reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014, era localizada em um dos lados dos estádios, na qual os torcedores assistiam aos jogos em pé, por um preço acessível.

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A reunião atendeu a um pedido do deputado Professor Cleiton (PV) e do movimento Amarelo sem Cadeira, que protesta com faixas no estádio desde o ano passado contra a colocação de assentos em todos os setores.

Para o deputado, há três benefícios principais com a criação do setor popular: redução do custo dos ingressos (em contraposição à adoção do padrão Fifa, a partir da qual os preços subiram consideravelmente); maior liberdade para as torcidas fazerem festa no estádio; e aumento da segurança para o público.

Nesse último quesito, o parlamentar justificou que muitos incidentes têm acontecido com cadeiras que são arrancadas e atiradas, machucando pessoas, além de gerarem prejuízo material. Ele avaliou, ainda, que a retirada das cadeiras em vários estádios nacionais contribuiu para o aumento de público e de arrecadação.

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“Deixo aqui de público que estamos iniciando uma discussão, na qual tenho certeza que teremos êxito; temos deputados envolvidos nesta causa de popularizar o futebol; ‘Amarelo sem Cadeiras – setor popular já’”, concluiu.

Retirada de assentos não torna estádio mais violento, diz especialista

Para Irlan Simões, jornalista e pesquisador do Observatório Social do Futebol, a retirada de cadeiras não vai tornar o estádio mais violento nem menos confortável, além de criar um benefício financeiro, pela redução do custo da manutenção de cadeiras.

Por outro lado, ressalvou que não se deve considerar o setor sem cadeiras como sendo o setor popular. “Por exemplo, há um setor sem cadeiras no estádio do Corinthians, mas foi a forma de concentrar as torcidas organizadas nesse setor; tirar assentos de um setor pode até gerar aumento de preço dos ingressos em outros”, refletiu.

Nessa linha, o analista social Diogo Silva, que está à frente do movimento Amarelo Sem Cadeiras, disse que a remoção dos assentos é primordial para reverter “o processo de gentrificação dos estádios por conta da Copa de 2014”.

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“Com a Minas Arena, tudo ficou mais caro; e a nossa defesa é de um estádio mais democrático”, propôs. A Rede 98 procurou o Mineirão para obter um posicionamento sobre o assunto e aguarda o retorno.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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