A candidata da Unidade Popular (UP) ao Senado por Minas Gerais, Ana Luiza, defendeu que parlamentares e seus familiares sejam obrigados a utilizar o Sistema Único de Saúde (SUS), além de propor mudanças na escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o fim da escala 6×1 e um aumento de 100% nos salários dos trabalhadores. As declarações foram dadas durante sabatina na 98 News.
Ana Luiza afirmou que, caso seja eleita, pretende manter sua família utilizando o SUS. Segundo ela, a medida deveria ser estendida aos demais parlamentares e seus familiares como forma de aproximá-los da realidade enfrentada pelos usuários da rede pública.
“Minha família vai continuar usando o SUS se eu for eleita”, afirmou. Na sequência, defendeu que “todos os parlamentos também usem o SUS” e que os filhos de políticos estudem em escolas públicas.
A candidata também afirmou que o sistema precisa receber mais recursos. Ela citou como exemplo o tempo de espera enfrentado por pacientes em unidades de pronto atendimento e defendeu uma reforma para ampliar os investimentos na saúde pública.
Ministros do STF eleitos pelo voto
Durante a sabatina, Ana Luiza também defendeu uma mudança na forma de escolha dos ministros do STF. Questionada sobre possíveis alterações no funcionamento da Corte, ela afirmou que os ministros e juízes deveriam ser escolhidos por votação popular.
“Nosso partido defende que tem que ter votação para colocar esses ministros e juízes lá dentro”, disse. Ela também declarou ser contrária ao atual modelo de indicação dos ministros pelo presidente da República.
Aumento de 100% e fim da escala 6×1
Outra das principais propostas apresentadas pela candidata durante a entrevista envolve as condições de trabalho. Ana Luiza defendeu o fim da escala 6×1 e afirmou que a jornada deveria ser reduzida para 36 horas semanais.
Ela inicialmente mencionou a possibilidade de uma escala 5×2 e, questionada pelos entrevistadores sobre o formato exato, confirmou que defende essa redução acompanhada de aumento salarial.
“Um aumento salarial”, respondeu, ao ser questionada se os 100% mencionados anteriormente seriam apenas a manutenção da remuneração diante da redução da jornada ou um reajuste efetivo.
Segundo a candidata, o reajuste de 100% seria uma forma de ampliar o poder de compra dos trabalhadores. Ela também afirmou que o tema do fim da escala 6×1 deveria ser tratado como uma prioridade no Senado.
Moradia e atendimento às mulheres
Na sabatina, Ana Luiza também defendeu a ampliação de políticas de moradia popular e de estruturas de atendimento a mulheres vítimas de violência.
Entre as propostas apresentadas estão a implantação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas e a criação de casas de acolhimento para mulheres nos municípios. A candidata relacionou a falta de moradia à dificuldade enfrentada por mulheres que desejam deixar relações violentas.
Ela também afirmou defender reformas urbana e agrária e criticou a existência de imóveis vazios enquanto parte da população não tem moradia.
Mineração e empresas estatais
Sobre a mineração em Minas Gerais, Ana Luiza defendeu aumento da compensação paga pelas empresas e maior fiscalização das atividades do setor. Ela também afirmou que as riquezas minerais produzidas no estado deveriam gerar mais investimentos em Minas Gerais.
Questionada sobre o percentual da compensação financeira pela exploração mineral, a candidata não indicou um número específico, mas disse que o valor deveria ser revisto para cima.
Ana Luiza também se posicionou contra a privatização de empresas estatais mineiras, como Copasa e Cemig. Segundo ela, a privatização poderia afetar empregos e direitos dos trabalhadores.
