Famílias interesssadas em oferecer acolhimento temorário a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade poderão se inscrever no Serviço Família Acolhedora, em Belo Horionte, a partir desta segunda-feira (13).
A iniciativa é coordenada pela Prefeitura de Belo Horizonte e busca ampliar a rede de apoio para menores afastados do convivio familiar por decisão judicial. Nesses casos, o acolhimento em ambiente familiar passa a ser priorizado em relação às instituições.
Como participar do serviço
Para iniciar o processo, os interessados devem entrar em contato com a equipe responsável pelos seguintes canais:
- Telefones: (31) 3423-8618 e (31) 99970-9266 (WhatsApp)
- E-mail: [email protected]
- Informações adicionais: Portal da Prefeitura de Belo Horizonte
Após o primeiro contato, será necessário passar por etapas de orientação e formação. Além disso, as famílias serão acompanhadas por uma equipe técnica durante todo o período de acolhimento.
Critérios para se tornar família acolhedora
Entre as exigências estabelecidas pelo programa, estão:
- Residir em Belo Horizonte há pelo menos dois anos
- Ter responsável com idade mínima de 21 anos
- Não possuir antecedentes criminais
- Contar com a concordância de todos os membros da família
O acolhimento deve ser provisório e não tem como objetivo a adoção.
Acolhimento familiar é prioridade prevista em lei
Crianças e adolescentes que passam pelo serviço, em muitos casos, seriam encaminhados para abrigos institucionais. No entanto, o acolhimento em lares temporários é considerado mais adequado para o desenvolvimento.
O modelo é respaldado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prioriza a convivência familiar e comunitária como fator essencial para o crescimento saudável. Com isso, vínculos afetivos podem ser mantidos, mesmo durante períodos de afastamento da família de origem.
Acompanhamento e suporte às famílias
O serviço é executado por uma instituição parceira da Prefeitura, e o acompanhamento é feito por profissionais como psicólogos e assistentes sociais. Visitas regulares e orientações são realizadas ao longo de todo o processo.
Atualmente, 33 crianças e adolescentes estão acolhidos por meio do programa em Belo Horizonte, enquanto 49 famílias estão habilitadas para participar da iniciativa.
Com a abertura de novas inscrições, a expectativa é que mais pessoas se engajem na proposta, ampliando a rede de proteção social na capital.