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Única patrocinadora, CDL/BH busca mais apoiadores para o Carnaval de BH

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Com a aproximação do Carnaval de Belo Horizonte 2026, as articulações para garantir recursos e estrutura à festa seguem em andamento. A CDL/BH já está confirmada como patrocinadora do evento e mantém diálogo com a Prefeitura de Belo Horizonte, a Belotur e a iniciativa privada para ampliar o número de patrocinadores.

Em entrevista à 98 News, nesta sexta-feira (9/1), o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva, diz que o objetivo dessa articulação é assegurar planejamento antecipado e condições adequadas para a realização da folia.

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“Estamos conversando com possíveis apoiadores para que decidam o quanto antes. Essa definição antecipada é importante para garantir estrutura, logística e segurança, principalmente nos blocos”, afirmou.

Marcelo reconheceu que há desafios na captação de patrocínios, mas destacou que o trabalho conjunto entre poder público e entidades representativas pode fortalecer o Carnaval.

Nos últimos três anos, a CDL investiu cerca de R$ 500 mil em ações ligadas à organização da festa, com foco na estrutura e no apoio logístico. “A CDL sempre participou da vida da cidade e acompanhou esse crescimento do Carnaval, buscando melhorar o ambiente tanto para os turistas quanto para os moradores de Belo Horizonte”, disse.

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Além do aporte financeiro, Marcelo ressaltou as parcerias firmadas com órgãos públicos. “Temos parceria com a Polícia Militar, com a Polícia Civil, com a Defensoria Pública e apoiamos campanhas como o ‘Não é Não’, além de ações voltadas à segurança durante o Carnaval”, afirmou. Segundo ele, o alinhamento com as forças de segurança é essencial para manter a avaliação positiva registrada em edições anteriores.

Comércio como aliado do Carnaval

Outro ponto citado foi a legislação municipal que autoriza comerciantes que normalmente não vendem bebidas a comercializá-las durante o Carnaval, nas áreas próximas aos blocos. Para Marcelo, a medida ajuda a reduzir impactos negativos para parte do comércio. “Isso permite que estabelecimentos que ficariam fechados consigam aproveitar a movimentação e gerar receita”, explicou.

O presidente da CDL/BH também destacou que, embora nem todos os segmentos tenham ganho direto durante a folia, o efeito econômico é mais amplo. “A movimentação do Carnaval gera empregos e renda. Esse dinheiro acaba retornando ao comércio e aos serviços da cidade ao longo do ano”, avaliou.

Com a rede hoteleira próxima da ocupação máxima e expectativa de grande fluxo de visitantes, a organização do Carnaval 2026 segue focada na articulação entre poder público, entidades e patrocinadores. “A ideia é repetir o nível de organização e aceitação do Carnaval do ano passado, com planejamento e diálogo entre todos os envolvidos”, concluiu Marcelo.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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