A aprovação do Projeto de Lei 574/2025, que cria a Operação Urbana Simplificada (OUS) Regeneração dos Bairros do Centro, foi comemorada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) nesta segunda-feira (31/8). De autoria da Prefeitura de Belo Horizonte, a proposta estabelece regras específicas de uso e ocupação do solo para áreas próximas ao hipercentro, com o objetivo de estimular a requalificação urbana e novos investimentos na região.
O projeto abrange os bairros Carlos Prates, Bonfim, Lagoinha, Concórdia, Floresta, Santa Efigênia, Boa Viagem, Barro Preto e Colégio Batista. Segundo a Fiemg, a medida pode incentivar novos empreendimentos, reformas, projetos de retrofit e a ocupação residencial de áreas que já contam com infraestrutura urbana e acesso a transporte, comércio, serviços e equipamentos públicos.
Para a entidade, a iniciativa também pode movimentar setores ligados à construção civil, indústria de materiais, comércio, arquitetura e engenharia, além de gerar empregos e renda.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Raphael Lafetá, avalia que o projeto pode contribuir para a recuperação de áreas tradicionais da capital.
“O projeto é de muita importância para Belo Horizonte porque cria uma possibilidade de requalificação de todo o espaço em volta do Centro. São regiões que já possuem a infraestrutura pública necessária para oferecer boa habitação e boa convivência urbana”, afirmou.
Segundo Lafetá, a proposta também pode melhorar a mobilidade ao estimular a moradia em áreas próximas ao Centro. “O projeto vai trazer uma nova vida para essa região e, com isso, novos empregos podem ser gerados. Há também um ganho importante de mobilidade porque as pessoas podem morar mais próximas do Centro e reduzir a dependência do carro em seus deslocamentos”, disse.
A aprovação ocorre em um momento de desaceleração da construção civil em Minas Gerais. Dados da Fiemg apontam que o PIB do setor no estado caiu 3,7% no primeiro trimestre de 2026, enquanto a construção avançou 1,3% no país.
No mesmo período, o número de pessoas ocupadas na construção em Minas recuou 2,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025. No Brasil, houve alta de 0,4%.
A Fiemg avalia que a criação de novas oportunidades de investimento pode ajudar a ampliar a carteira de projetos e estimular a atividade econômica do setor. Lafetá defende que a proposta seja regulamentada rapidamente pela Prefeitura de Belo Horizonte.
“Estamos com muita esperança de que esse projeto avance rapidamente e seja regulamentado pela prefeitura, para que os projetos possam começar a chegar. Queremos ver Belo Horizonte crescendo e melhorando cada vez mais para o cidadão”, concluiu.
