Um avião monomotor modelo Embraer EMB 711 ST Corisco caiu no pátio de manutenção do metrô, atrás da Estação São Gabriel, na região Nordeste de Belo Horizonte, no final da manhã desta sexta-feira (9). Antes de atingir os trilhos, a aeronave colidiu contra a estrutura de um galpão e a fiação elétrica do complexo. Apesar do impacto, os serviços de transporte de passageiros não sofreram interrupções.
A administração da concessionária Metrô BH confirmou que os danos foram estritamente materiais e se restringiram às instalações prediais do setor de oficinas. Segundo o superintendente de operação e manutenção da empresa, Roberto Fischer Machado, a prioridade imediata das equipes foi isolar a área e acionar o socorro médico e o Corpo de Bombeiros, garantindo que nenhum funcionário do sistema ficasse ferido.
“A queda da aeronave foi dentro da nossa instalação da oficina de manutenção dos trens, gerando somente danos materiais. Não tivemos nenhum colaborador ferido. Nossa preocupação inicial foi atender o mais rápido possível, acionar os bombeiros e todos os responsáveis para garantir a integridade das equipes. Não tivemos nenhum dano nos trens, apenas nas instalações prediais”, afirmou o superintendente.
Roberto detalhou ainda as medidas de emergência adotadas no local, como o desligamento do sistema elétrico para permitir o trabalho dos socorristas, e reforçou, então, que o acidente não afetou as viagens do público. “Por segurança, nós desligamos a rede de energia de tração dos trens nas instalações da oficina para que os bombeiros possam trabalhar com toda a segurança. Não temos impacto na operação fora das instalações de manutenção, ou seja, a nossa linha comercial está operando em normalidade”, destacou.
Por conta do risco de explosão e do trabalho das equipes de resgate, a empresa evacou o prédio administrativo do pátio. “Tivemos todo o pessoal administrativo das instalações evacuado, em torno de 400 pessoas. Somente os profissionais de funções emergenciais continuam presentes. A energia do pátio segue desligada até a conclusão do trabalho de rescaldo e a limpeza geral pelos órgãos de segurança”, completou Roberto.
O que se sabe do acidente e da aeronave
O monomotor pertence à empresa Bello Fruit Importação e Exportação, da Bahia, e havia acabado de decolar do Aeroporto da Pampulha, na capital. O plano de voo previa um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes de retornar à base de origem. Testemunhas que estavam nas proximidades, portanto, relataram ter visto o avião voando baixo e emitindo barulhos de estouro acompanhados por fumaça antes da queda.
O piloto da aeronave era o único ocupante a bordo e morreu no local. O Corpo de Bombeiros precisou aplicar espuma mecânica (LGE) para conter as chamas concentradas nas asas e evitar que o incêndio se alastrasse para os galpões de manutenção.
Fabricada em 1988, a aeronave de modelo Corisco tinha capacidade para até quatro pessoas e estava com a documentação em situação regular. De acordo com registros do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), o Certificado de Aeronavegabilidade do avião estava válido até outubro de 2027. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Polícia Civil foram acionados para realizar a perícia e apurar as causas da queda.
